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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Diferenças e Similaridades dos Transmissores Analógicos e Digitais


          Com o início das transmissões digitais terrestres em cidade de todo e Brasil, uma pergunta está na cabeça de todos os profissionais que trabalham com RF (rádio freqüência), ou seja, os transmissores.
 
 
          A principal diferença está no estágio modulador. No caso do Transmissor Analógico, o modulador gera as portadoras de vídeo e áudio moduladas em FI, ou seja, na banda de 41 a 47 MHz. Essa FI é depois convertida para o canal designado de transmissão que é então amplificado até a potência nominal.

           No caso do Transmissor Digital, o modulador digital também gera uma FI com freqüência central de 44 MHz, porém a modulação não é mais com as portadoras de vídeo e áudio, a primeira modulando em amplitude e a segunda modulando em freqüência. Essa FI utiliza a modulação OFDM onde inúmeras portadoras (5617 no modo 3 ISDB-T) na mesma largura de banda de FI (6 MHz) e pode transportar a informação digital a taxas de até ~20 Mbps. Uma outra característica importante é o aproveitamento espectral.

           Na figura abaixo, pode-se observar o espectro de um canal digital sobreposto ao espectro de um canal analógico. Fica evidente que o transmissor digital ocupa praticamente todo o espectro disponível. Isso, aliado à maior sensibilidade dos receptores digitais justifica a possibilidade de utilizar para a mesma área de cobertura uma potência dez vezes menor do transmissor digital em relação ao analógico.


 
 
 
          Outra característica importante será a maneira de se efetuar medidas nos dois tipos de transmissores. Nos transmissores analógicos, utiliza-se uma série de sinais de vídeo de teste como o stair-case, multiburst, pulso 2T e 20T. Com esses sinais e um demodulador padrão, pode-se avaliar a qualidade da transmissão.



          No transmissor digital isso não será mais possível, uma vez que a informação estará toda em forma de bits e a qualidade da transmissão será avaliada em termos da taxa de erro de bit. A análise visual que pode ser feita na transmissão analógica também não será mais possível na transmissão digital, uma vez que a imagem digital ou é perfeita ou não teremos imagem.
 
         
Em resumo, para aqueles que trabalham em transmissão, os princípios básicos são os mesmos, ou seja, a informação é digital, porém o resultado final da modulação digital é analógica.
Abaixo tem-se um resumo das diferenças entre os dois sistemas:
 
 


quinta-feira, 7 de março de 2013

Brasil já dispõe de tecnologia para transmissões em ultra HD

Ultra HD

O Brasil já dispõe da infraestrutura necessária para transmissões em ultra-alta definição (ultra HD).
Também conhecida como 4k, a tecnologia permite gerar imagens em resolução quatro vezes maior que a de imagens em full HD.
O sistema foi testado com a realização da primeira transmissão em tempo real de uma cirurgia em ultra HD.
"O projeto não contempla a aplicação da tecnologia 4K em uma área específica. Fizemos agora uma demonstração relacionada com telemedicina, mas pretendemos ampliar para outras áreas como astronomia, cinema digital, dança etc.", explica o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Leandro Ciuffo.

Telemedicina em 4k

A cirurgia cardíaca foi realizada em Natal, no Hospital Universitário Onofre Lopes, integrante da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), e transmitida para o Laboratório de Realidade Virtual da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Foram testados o protótipo de equipamento para reprodução (player) e transmissão (streamer) em 4K que integra o projeto Visualização Avançada, financiado RNP.
Os laboratórios foram escolhidos para o experimento porque, além de estarem conectados à rede Ipê - infraestrutura de internet de alta capacidade gerida pela RNP - também possui projetores 4K.
A transmissão, acompanhada remotamente por núcleos da Rute, foi aprovada por pesquisadores ligados tanto à área médica como tecnológica.
"Os médicos e alunos puderam perceber detalhes da cirurgia que muitas vezes não são percebidos nem mesmo pela equipe médica na sala de cirurgia. Imagine visualizar um coração ampliado com 2 metros de largura", observa Ciuffo.
Agora que a tecnologia já foi testada, ela passa a estar disponível para utilizações práticas, dependendo apenas de investimentos para sua popularização:
"A aplicação dessa tecnologia em outros hospitais, por exemplo, depende de investimentos que precisam ser feitos pelo governo ou pelos próprios hospitais para instalar os equipamentos necessários e capacitar pessoal".

Rede Rute

A Rede Rute possui 73 núcleos inaugurados e em plena operação, localizados em hospitais universitários e de ensino de todo o Brasil.
A rede está integrada ao Programa Telessaúde Brasil Redes, uma iniciativa do Ministério da Saúde que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS).
Os núcleos são dotados de equipamentos de ponta para comunicação em tempo real e são conectados à infraestrutura de rede de alto desempenho operada pela RNP.
Atualmente, a rede possui 50 Grupos de Interesse Especial em várias especialidades e subespecialidades da saúde em plena operação com 600 sessões por ano de vídeo e teleconferências.
Isso representa uma média diária de duas a três sessões científicas com a participação de 300 instituições, inclusive algumas da América Latina.
Em 2012, a iniciativa recebeu a qualificação de melhor prática em telemedicina pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

sábado, 2 de março de 2013

TV paga tem até abril para desocupar faixa do 4G

          Brasília – As empresas de TV por assinatura que prestam serviço nos municípios sede da Copa das Confederações não poderão, a partir de 12 de abril deste ano, usar as faixas destinadas à quarta geração da telefonia móvel (4G). A determinação foi feita hoje (1º) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Caso descumpram a medida anunciada, as empresas poderão ter as licenças de funcionamento suspensas e as estações lacradas.
          As prestadoras dos serviços de TV por assinatura deverão notificar seus clientes por escrito sobre eventuais impactos que a mudança poderá causar. Caso algum canal seja retirado do pacote contratado, o cliente terá direito a abater o valor na mensalidade ou a pedir a substituição por outro do mesmo gênero. Além disso, a empresa não poderá onerar o assinante que, por esse motivo, queira rescindir o contrato.
          Em nota, a Anatel explica que, segundo cronograma do edital de licitação da faixa de 2,5 giga-hertz (GHz), as cidades-sedes da Copa das Confederações estarão cobertas por 4G até 30 de abril de 2013. Uma resolução publicada em 2010 (nº 544) estabeleceu o prazo de 30 de junho de 2013 para que as operadoras de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) desocupem as faixas de 2.510 mega-hertz (MHz) a 2.570 MHz e de 2.630 MHz a 2.690 MHz, que serão utilizadas para o 4G.
          MMDS é uma tecnologia sem fio usada em redes de banda larga ou como método alternativo de recepção de programação de televisão a cabo.
 
 
• Sexta-feira, 01 de março de 2013 - 15h24

sexta-feira, 1 de março de 2013

TV digital permitirá acesso a serviços bancários

TV com Ginga

         A TV digital no Brasil terá novidades a partir deste ano.
         Como contrapartida aos incentivos fiscais que estão recebendo, os fabricantes de televisores serão obrigados a produzir aparelhos com o padrão de interatividade estabelecido pelo governo.
         A medida começa a valer já em 2013.
         A meta é de que 90% dos televisores comercializados no país cheguem aos consumidores com o sistema Ginga instalado até 2014.
         O sistema Ginga, que foi implementado em 2007, quando entrou em operação o Sistema Brasileiro de TV Digital, traz novas funções ao ambiente da TV.
         O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador faça bem mais do que consultar informações sobre a programação.
Banco pela TV

         Uma das novas aplicações para a televisão digital é o t-banking - serviços bancários pela TV - que utiliza um sistema desenvolvido pela empresa TQTVD, do Rio de Janeiro.
         A ferramenta é compatível com o modelo operacional brasileiro para acesso seguro a serviços bancários, com a diferença de que tudo é feito através do controle remoto.
         O próximo passo deverá ser a integração da TV com os tablets e smartphones.
         "Acreditamos que o público possa pesquisar informações no tablet ou no smartphone enquanto assiste à televisão," explica David Britto, diretor técnico da TQTVD.
         Estão previstas também funções de compra de produtos pela internet.
         As mudanças fazem parte do processo de migração das transmissões analógicas para as digitais, que deve ser concluído em 2016.



Com informações da FINEP - 07/02/2013

Frequência da tecnologia 4G está ocupada em 885 cidades

         Upgrade

        O sinal de televisão analógica terá que ser desligado em 885 municípios brasileiros para possibilitar o uso da faixa de 700 megahertz (MHz) pela tecnologia de banda larga móvel de quarta geração (4G).
         Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, essas cidades concentram entre 60% e 70% da população do país.
         "Não é muita coisa se for pensar em quantidade de municípios, mas é muita coisa em quantidade de população", disse Lins,
         Segundo ele, nessas cidades o desligamento do sinal de televisão analógico deve começar em 2015.
Leilão 4G

         O leilão para destinar a faixa de 700 MHz para a tecnologia 4G deve ocorrer no ano que vem.
         A faixa de 700 MHz é uma das possibilidades para a oferta de 4G no país. No ano passado, o governo licitou a faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz), também para essa tecnologia, que já começou a ser oferecida em algumas cidades.
         Atualmente, a faixa é ocupada por emissoras de televisão analógica, que vão precisar digitalizar suas transmissões antes de desocupar o espectro.
         Já o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, disse que o governo vai garantir o acesso à televisão aberta, mesmo que isso signifique destinar menos espaço para as operadoras de telefonia oferecerem o 4G.
         Segundo ele, uma das possibilidades para desocupar mais rapidamente a faixa de 700 MHz é migrar as emissoras para canais de UHF, antes mesmo da digitalização do sinal.
 
 
Com informações da Agência Brasil - 21/02/2013

terça-feira, 28 de agosto de 2012

New HEVC video compression wins big over today's standard

          When it comes to very high-resolution video, researchers concluded that a new video compression technology is a big step up from today's prevailing H.264 standard.
          A new compression technology represents a significant improvement over today's standard, a new study found. The result could help pave the way for video with at least four times the pixels of today's 1080p standard.
          The new compression technology, called HEVC or H.265, is significantly better than today's prevailing standard video codec, called AVC or H.264, researchers from the Ecole Polytechnique Federale de Lausanne in Lausanne, Switzerland, concluded.
          "The test results clearly exhibited a substantial improvement in compression performance, as compared to AVC," the researchers said. "As ultra-high definition television has recently been demonstrated to be the future of television, the upcoming HEVC video compression standard seems to be one of the key elements towards a wide deployment of 4K and 8K resolutions."
          HEVC has been tested with mathematical measurements, but this study tested 30 actual people, an important factor since technical measurements such as signal-to-noise ratio don't necessarily match up perfectly with actual human perception of quality. The test subjects compared videos compressed with each codec to high-quality 3840x2160 video -- quad full HD, or QFHD, one of a few resolutions generally given the 4K label.
          The High Efficiency Video Coding technology, now in the final stages of standardization, is expected to be twice as good as H.264, meaning that it can match its image quality using only half as many bits per second. That's a potential boon for the industry, which is struggling to improve image quality and meet video-streaming demand without taxing bandwidth too much.
          The video compression improvements could help with everything from network-constrained mobile video to ordinary broadband streaming video. The study emphasized 4K video, an area where H.264 bitrates would lag those of HEVC.
          In the study, people compared three videos -- one with traffic moving by, one with people on a street, and one with animation. The traffic and animation videos were easier to handle; the first had relatively little movement from one frame of video to the next, and the second had low noise. The people-on-the-street video, though, had a lot of information in each frame, and it changed rapidly from frame to frame, so it proved the most taxing for the codecs.
          Comparing the codecs at various bitrates, HEVC outdid H.264 in four out of five cases for the people on the street. The fifth case, at the highest bitrate, was a tie. For the animation, HEVC swept H.264 at all bitrates. For the traffic video, it only outdid H.264 at one bitrate. In no cases did H.264 outdo HEVC; the best result it could muster was a tie.
          HEVC comes at a price, though: it takes more processing power to encode and decode video than H.264.
          The study, by Philippe Hanhart, Martin Rerabek, Francesca De Simone, and Touradj Ebrahimi, is detailed in a new paper for theSPIE Optics and Photonics conference in August and in an online presentation.
          H.264 is very well established in the industry, used in everything from Blu-ray discs and videocameras and TV broadcasts and Web video. Cementing its position is hardware decoding support built into many processors, a feature that improves performance and cuts battery usage on mobile devices.
          Not everybody is happy with H.264, though. Required patent royalty payments mean it can't be used in open-source software such as the Firefox Web browser, but H.264's popularity for streaming video has effectively imposed a tax on products that need to handle online video. Free online video services may stream H.264 video for free, but operating systems, computing devices, optical disks, and for-fee streaming video services must pay a royalty.
          HEVC looks likely to follow the same payment direction. It and H.264 both stemmed from a joint effort of ITU-T Video Coding Experts Group (VCEG) and the ISO/IECE Moving Picture Experts Group (MPEG), and a group called MPEG LA licenses the group of patents it deems essential to support H.264.  The group has issued a request for any patents that bear on HEVC.
Fonte: CN.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ministro cogita nova data para apagão analógico

Prevendo dificuldades que possam ser encontradas durante o processo de desligamento do sinal analógico, datado para o ano de 2016, o ministro Paulo Bernardes afirmou uma possibilidade de adiamento desta data.


          O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acenou ontem (20) com a possibilidade de o prazo para desligamento do sinal para televisores analógicos, previsto para 2016, ser adiado, caso parte considerável da população ainda não tenha adquirido os conversores ou aparelhos necessários ao aproveitamento do sinal digital. Ele também estimou que o padrão tecnológico da rádio digital no Brasil será definido até o fim do ano.
          "O prazo de 2016 [para desligamento do sinal analógico] está mantido, mas pode mudar enquanto houver número razoável de receptores analógicos funcionando nas residências", disse Paulo Bernardo, após participar de palestra no Congresso Brasileiro de Radiodifusão. "Sabemos que um número muito grande de pessoas já possui TVs digitais, mas talvez a metade ainda tenha aparelhos analógicos", acrescentou.
          Pouco antes de iniciar a palestra, Paulo Bernardo confirmou que, até o final do ano, o padrão tecnológico das rádios digitais deverá estar definido. A exemplo do que disse sobre a transição da TV analógica para a digital, as rádios digitais deverão transmitir nos dois sinais enquanto os ouvintes não trocarem seus aparelhos.
          O ministro reiterou, ainda, as vantagens de os processos relativos à engenharia das rádios digitais serem repassados do Ministério das Comunicações para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "A agência tem corpo técnico mais numeroso e melhor preparado que o Ministério das Comunicações. Afinal, são cerca de oito a dez mil processos ligados a engenharia, tratando de assuntos como variação de potência e da localização de transmissores", disse.
          "Já estamos testando alguns dos grandes sistemas [de rádio digital] que existem no cenário internacional. Queremos que os aparelhos [para recepção do sinal digital] sejam fabricados no Brasil a preço popular, acessível às famílias", completou.

Fonte: PP

sábado, 9 de junho de 2012

TVs devem se tornar portais interativos para sobreviver

          Segundo declarações feitas por um executivo da Panasonic, as televisões devem evoluir para tornarem-se completamente interativas e conectadas a serviços online, visando manter sua posição de centro das atenções dentro das casas.
          Apps e recursos da internet e a habilidade de interagir com outros dispositivos, como telefones e tablets, são agora tão importantes quanto a qualidade da imagem e do design. "Smart Tvs continuarão a evoluir para serem dispositivos de comunicação interativos dentro de casa", disse o diretor de gestão da unidade de televisão da Panasonic, Hirotoshi Uehara, durante apresentação na feira Computex, que ainda está acontecendo em Taiwan.
          As configurações mais recentes da Panasonic suportam browsers com HTML5, versão essa que permite aos desenvolvedores criar mais facilmente sites interativos, bem como aplicativos e serviços baseados em nuvem. As televisões da empresa interagem ainda com smartphones e tablets, permitindo aos usuários trocar fotos e vídeos entre os dispositivos e utilizar aparelhos como se fossem controles remoto. Uehara disse que a companhia contratou uma porção de programadores para desenvolverem seus programas. A atual estratégia da companhia visa posicionar as televisões no centro da "onda smart", na qual pode-se conectar serviços online e fazer downloads de softwares.
          A indústria televisiva está preocupada com a Apple, por conta dos rumores de que a gigante prepara sua própria televisão. Os constantes boatos sobre se e quando a companhia irá revelar o dispositivo aumentou muito nos últimos tempos com a aproximação da Apple's Wordwide Developers Conference, que acontecerá durante o mês de junho, em São Francisco.
          Juntamente com outras marcas, como Sony e Sharp, a Panasonic tem lutado para evitar perdas em seus negócios televisivos. Em março, a companhia registrou um prejuízo de quase 10 bilhões de dólares no ano fiscal, o maior na história de uma fabricante japonesa.
          A companhia com sede em Osaka continua a apostar na tecnologia plasma como parte da estratégia, que é tecnicamente superior a de LCD em áreas como velocidade de refresh da tela, mas ainda não consegue alcançar outros fabricantes. Isso porque equipamentos e componentes necessários para a produção estão cada vez mais escassos e caros. Ainda assim, Uehara afirmou que a companhia continuará a oferecer ambas as tecnologias - plasma e LCD.



terça-feira, 8 de maio de 2012

TV Digital: Sistemas DVB-T e ISDB-T

Os sistemas DVB-T e ISDB-T são sistemas multiportadoras. A taxa de bits do sinal na entrada do modulador pode ser variável (até 20 Mbit/s), dependendo da qualidade da imagem ou da robustez que se deseja na transmissão. Os dois sistemas utilizam modulação COFDM (Coded Ortogonal Frequency Division Multiplex). O sistema DVB-T foi implantado na Europa em 1998 e visa, principalmente, a transmissão de vários canais de SDTV no lugar de um canal analógico. O sistema ISDB-T está em fase de implantação no Japão.

Sistema DVB-T

A figura 12 mostra o diagrama de blocos simplificado do sistema DVB-T.



                                                                             Fig. 12

O "Outer Coder" executa uma função idêntica à do "Reed Solomon" do sistema ATSC. A única diferença é que, no sistema DVB-T são acrescentados apenas 16 bytes no "packet", que ficará com 204 bytes na saída. No "Outer Interleaver" os bits são embaralhados da mesma maneira que no "Interleaver" do sistema ATSC. O "Inner Coder" é semelhante ao "Tellis Encoder" do sistema ATSC. A diferença é que, no sistema ATSC o valor de (CR)C é fixo em 2/3 e, no sistema DVB-T ele pode ser programado para diversos valores (1/2; 2/3; 3/4; 5/6 ou 7/8).

O sistema DVB-T possui dois métodos de mutiportadoras: 2K e 8K. No "OFDM Modulator" são criadas 1705 portadoras ortogonais simultâneas para o modo 2K ou 6734 portadoras ortogonais simultâneas para o modo 8K. Isto é obtido por DSP ("Digital Signal Processing" = processamento digital de sinal), pelo uso de uma IFFT ("Inverse Fast Fourier Transform" = transformada rápida inversa de Fourier) e por um conversor D/A (digital / analógico). No padrão M (banda de 6MHz), a separação entre as portadoras é fx=3348,1 Hz para o modo 2K, e fx=837,025 Hz para o modo 8K.

O sistema DVB-T pode ser programado para modulação QPSK (“Quaternary Phase Shift Keying” = 2 feixes digitais), 16QAM (“16 Quadrature Amplitude Modulation” = 4 feixes digitais) ou 64QAM (“64 Quadrature Amplitude Modulation” = 6 feixes digitais). No “Inner Interleaver” o sinal é transformado em 2, 4 ou 6 feixes digitais (conforme o tipo de modulação escolhido) e, através do “Mapper”, esses feixes são destinados, consecutivamente, às 1705 portadoras do modo 2K ou às 6734 portadoras do modo 8K.

Na saída do “OFDM Modulator” surgem blocos estáticos de portadoras simultâneas moduladas em QPSK, 16QAM ou 64QAM. O tempo útil de cada bloco, também conhecido pelo nome de “símbolo” será Tu=1/fx. Assim sendo, tem-se: Tu=298,67ms para o modo 2K, e Tu=1,1947ms para o modo 8K.

Após cada símbolo, é deixado um intervalo de tempo sem nenhuma informação, conhecido como “intervalo de guarda” (Delta t=kTu). Para o sistema DVB-T o fator k pode ser programado para 1/4, 1/8, 1/16 ou 1/32. A introdução do “intervalo de guarda” dá ao sistema DVB-T uma proteção natural contra interferências por “multicaminhos” ou “fantasmas”. Suponha-se. como exemplo (figura 13), uma transmissão no modo 8K com k=1/32 e que, além do sinal principal, esteja chegando ao receptor um sinal retardado de 20 us. Como Delta t=kTu=(1/32).1,1947ms=37,3ms, conclui-se que o sinal retardado não irá invadir o símbolo seguinte.



                                                                                Fig. 13

Fonte: teleco.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CES 2012: Toshiba prepara o lançamento de TVs 3D sem uso de óculos

         
Toshiba
O primeiro dia da Consumer Electronics Shows 2012 (CES), uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo, já nos traz várias novidades no mundo da tecnologia. Um dos bons anúncios é da Toshiba, que lançou uma linha de TVs 3D que dispensam o uso de óculos especiais para assistir ao conteúdo tridimensional.

           De acordo com o site CNET, o produto, batizado de 55LZ2, utiliza uma tecnologia que separa até nove ângulos diferentes da imagem, mostrando visões separadas tanto para o olho direito quanto o esquerdo -, de modo que o vídeo 3D possa ser visto de diferentes pontos pelo espectador. O cérebro, então, reconstrói o mundo de terceira dimensão a partir de duas imagens captadas por minúsculas lentes contidas no aparelho, semelhantes às do portátil Nintendo 3DS.

           Para chegar a esse resultado, a TV faz um rastreamento de rosto do usuário para detectar sua posição e, assim, definir um melhor controle da imagem.

           A primeira leva do dispositivo deve ingressar no mercado dos EUA já no primeiro trimestre deste ano. Contudo, não foram revelados dados adicionais, como tamanhos de tela e resolução.

           Vale lembrar que a Toshiba é pioneira nesse tipo de recurso, que está disponível em países como Alemanha e Japão, em um modelo de 55 polegadas com 4 K de resolução (3.840 x 2.160), para a programação convencional, e de 1.280 x 720 para a função 3D. Segundo a companhia, o aparelho custa em torno dos US$ 10 mil dólares (cerca de R$ 18,5 mil reais).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CES 2012: LG tem TVs OLED, 4K e controle remoto com controle de voz

Empresa anunciou linha de TVs para 2012 com tela OLED de 55 polegadas, TV 4K de 84 polegadas e controle que permite conversar com aparelho.


LG 84 polegadas
          A LG tem uma extensa linha de TVs para serem lançadas em 2012. Na sua conferência para a imprensa na abertura da CES 2012, a empresa mostrou algumas das novidades que prepara para o mercado, detalhando a TV OLED de 55 polegadas e a TV de 84 polegadas com tecnologia 4K, anunciadas semana passada. Ela também mostrou um novo controle remoto com comandos de voz.

          O principal produto foi a EM9600 OLED TV, a maior tela OLED do mundo, de acordo com a empresa. A TV, com 55 polegadas, também é bastante fina: ela tem 4 mm de espessura, capacidade 3D e deve chegar ao mercado no segundo semestre de 2012 - a empresa não deu informações sobre o preço.

          Já a 84LM9600, com 84 polegadas, será a maior TV LCD nos Estados Unidos e chegará ao mercado até o meio do ano. Ela terá a tecnologia 4K, que permite resoluções 4x superiores às TVs Full HD (ela chega a 3.840x2.160) e também terá capacidade 3D.

          A LG afirma que, durante o ano de 2012, 50% da sua linha de TVs será de Smart TVs com tecnologia 3D. A empresa afirma que melhorou a conversão de 2D para 3D e desenvolveu óculos especiais mais leves e confortáveis para os seus aparelhos.

          Outra grande novidade no setor de TVs é o novo Magic Remote. O controle desenvolvido pela empresa tem reconhecimento de voz - ou seja, você poderá enfim conversar com a sua TV. Ela poderá ser conectada a periféricos que aumentam suas capacidades, como um sensor de gestos, por exemplo. O Magic Remote acompanhará alguns modelos de TV que serão lançados pela empresa durante 2012. A LG não divulgou preço e disponibilidade do dispositivo separado das TVs.

          Outra tecnologia que a empresa mostrará durante a feira é o Dual Play, disponível para sua linha de TVs 3D e feita especialmente para jogos. Com a tecnologia e com os óculos especiais Dual Play, dois jogadores podem jogar um game multiplayer ao mesmo tempo, e cada um verá uma tela diferente. É uma tecnologia similar a uma mostrada pela Sony em 2011, mas sem a limitação do aparelho da empresa japonesa - ela funciona com alguns jogos específicos do PS3.

          A empresa também terá para o público a tecnologia Smart Share Plus, que será integrada às suas TVs e permite, via conexão Wi-Fi, passar o que está sendo visto na TV para dispositivos móveis.

Fonte: OD.

sábado, 31 de dezembro de 2011

TVs terão ferramenta de interatividade a partir de 2012

Software livre

          A partir do ano que vem, a maioria dos aparelhos de televisão fabricados na Zona Franca de Manaus deverá estar equipada com o Ginga, uma ferramenta que permite a interatividade na TV digital brasileira.
          O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão.
          Pelo menos 75% dos televisores deverão vir com o Ginga a partir de 2012. A partir de 2013, todos os aparelhos terão que trazer o software.
          Quem comprar os televisores com o Ginga poderá pagar até R$ 80 mais, segundo o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins. Mas ele acredita que o valor poderá ser absorvido pelas empresas.
          Até o fim do ano, deverá ser autorizada a transmissão do sinal digital para todas as 400 geradoras do país, que são responsáveis pela produção de conteúdo.
A previsão é que até 2016 todos os canais com sinal analógico já tenham sido digitalizados.

Rádio digital

          O governo trabalha também na implantação do sistema de rádio digital no país.
          Até o fim do ano, a equipe técnica do Ministério das Comunicações deverá ter definido qual o melhor sistema para ser utilizado no Brasil.
          Até agora, só o sistema europeu foi testado. O americano, que também se apresentou, não mandou os equipamentos para teste. O prazo para o envio dos equipamentos para serem avaliados termina em março.
          Depois dos testes, o governo ainda tem que trabalhar para a implantação da indústria que irá fabricar os novos aparelhos de rádio que receberão o sinal digital.

Rádios comunitárias

          Um dos mecanismos para impulsionar a adoção do rádio digital serão as rádios comunitárias. A intenção do governo é ter, até o final de 2013, pelo menos uma rádio comunitária funcionando em cada município brasileiro.
          "Isso é democratização da informação. A comunidade local tem o direito de ter uma voz, de se comunicar, de emitir a sua opinião".
          O ministério já lançou avisos de habilitação de rádios comunitárias para quase todas as cidades, com exceção de seis municípios na região metropolitana de São Paulo, por inviabilidade técnica devido ao congestionamento do espectro na região.

Fonte: iT.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Monitor 3D da LG terá um milímetro de borda

       
          A LG acaba de apresentar seu novo monitor 3D. A revelação faz parte da tradição da empresa de anunciar seus próximos produtos antes da CES 2012, que acontecerá em janeiro.
          O LG DM92 tem painel IPS e reproduz conteúdo 3D. A tecnologia IPS permite movimento livre de borrões, imagem mais limpa, cores vivas, boa durabilidade e maior fidelidade de cores. Além disso, o consumo de energia é mais baixo. Mas o grande atrativo do monitor está na borda de apenas um milímetro de espessura nas laterais e no topo. Há também entrada HDMI e USB, para compartilhamento de conteúdo com dispositivos externos.
          Os modelos DM82 e DM52 também devem fazer parte da linha, mas sem a capacidade 3D. Eles estão disponíveis em 23 e 27 polegadas, respectivamente, e virão com alto-falantes embutidos. É provável que tenham o preço mais baixo por não reproduzir 3D.
          A previsão do lançamento mundial do LG DM92 é para fevereiro de 2012, mas os preços ainda não foram divulgados. É provável que a LG apresente mais especificações durante a CES, que acontecerá em Las Vegas.
          Fonte: Info.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

VSWR, ROE, Realação de Onda Estacionária

Nos bons livros de telecomunicações sempre encontramos a sigla VSWR (Voltage Standing Wave Ratio), ou em português, ROE (Relação de Ondas Estacionárias). Seu conceito é simples, porém as fontes geralmente dificultam seu entendimento. É por isso que este artigo propõe explicar, de forma clara e objetiva, um dos vilões de várias literaturas: o VSWR ou ROE.

Basicamente, a ROE é uma forma de se medir o casamento de uma antena com sua fonte de sinal. Exemplo: quando toda a energia gerada é transferida para a antena (modelo ideal), obtemos um ROE de 1:1 (um para um). Ou seja, um casamento perfeito. Na prática isto não ocorre, pois sempre existirão perdas.

No mundo real vemos valores como 1,50:1. Isto significa que o sistema consegue transferir uma quantidade ótima de sua energia para a antena (algo em torno dos 90%).

As perdas são comumente observadas na linha de transmissão (cabo ou guia de onda) localizada entre a fonte e a antena. Não é a toa que devemos escolher com cuidado os cabos de nossas instalações. Quanto melhor, menor a perda. E mais: infiltração de água e maus tratos (dobramentos, etc) contribuem, e muito, para um alto e desagradável valor de ROE. Cuidado, ok?

Simples, não?

É isso…

terça-feira, 17 de agosto de 2010

TV digital e internet serão convergentes e complementares no Brasil

O assessor especial da Presidência da República para a área de políticas públicas em Comunicação, André Barbosa, disse que a TV digital não concorrerá com a internet no Brasil, ao contrário do que está ocorrendo na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo ele, no Brasil essas tecnologias serão convergentes e complementares.

"O Brasil adotou uma posição diferente da que vem sendo praticada em países europeus e nos Estados Unidos, que é a de dar fim à comunicação aberta e de estimular as TVs pagas", disse Barbosa à Agência Brasil.

"Eles vêm, ainda que aos poucos, caminhando no sentido de pôr fim à comunicação aberta e gratuita. E acreditam que, no futuro, internet e televisão se fundirão até se tornarem a mesma coisa. Nós não pensamos assim," prosseguiu.

"Broadcasting [TV] e banda larga [internet] não são a mesma coisa. Uma coisa é você fazer uma conexão que parte de um ponto específico e vai para todos os demais pontos. Outra coisa é você conectar um ponto a outro. Essas tecnologias podem até assimilar recursos uma da outra, mas não têm como se tornarem a mesma coisa, até porque a internet não vai substituir a produção audiovisual das TVs, que tem por base o cinema," prevê Barbosa.

Ele disse ainda que a tecnologia nova não vai substituir a antiga porque elas podem ser convergentes e complementares. "Ao ser integrada à banda larga [na forma como o padrão adotado pelo Brasil], as TVs digitais passarão a ser também uma ferramenta de inclusão digital bastante eficiente por já estarem presentes em diversos lares".

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Antenas inteligentes prometem nova geração de TVs digitais.

Antenas inteligentes, bem como o uso de uma técnica chamada equalização adaptativa, poderão ser utilizadas para as transmissões de telefonia celular e TV digital, trazendo uma melhor qualidade de recepção e uma maior taxa de transferência de dados mais elevada.

Esta é a conclusão da pesquisa realizada pelo engenheiro eletricista Marcelo Augusto Costa Fernandes, da Unicamp.

Segundo o pesquisador, os atuais sistemas de comunicação sem fio já estão operando próximas de sua capacidade máxima, e sua expansão vai passar necessariamente pelo uso intensivo de arranjos de antenas inteligentes.

O estudo resultará em melhorias de uso imediato para a recepção dos sinais dos sistemas de comunicação CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) - utilizado na terceira geração de celulares de banda larga - e OFDM (Orthogonal Frequency-Division Multiplexing) - usado na TV digital e em outros sistemas de comunicações.

"A situação atual é apenas a ponta do iceberg, pois até as previsões menos otimistas apontam para um crescimento significativo das comunicações sem fio nos próximos anos. São poucas as pessoas hoje que estão usando transmissão de dados via celular e, seguramente, esse mercado vai explodir," prevê Marcelo.

O mesmo raciocínio, segundo ele, vale para a expansão da TV digital. A situação ganhou tanta importância que o governo federal voltou a bancar projetos nessa área, visando melhorar a recepção dos sinais em ambientes internos e em receptores móveis de alta velocidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

TV Digital: Consórcio tem interesse em fabricar conversor barato

A iniciativa do governo de incluir o Fórum SBTVD nas discussões sobre a produção de conversores para TV Digital, interativos, e com preço final para o consumidor abaixo dos 200 reais, já rende bons frutos. Hoje, o assessor especial da Presidência da República para a Área de Políticas Públicas em Comunicação, André Barbosa, anunciou que, no próximo dia 20, receberá de um consórcio de empresas brasileiras a proposta para produção de cinco milhões de conversores da TV digital já com o Ginga embarcado.

“Depois que fiz a exposição no Fórum, fui surpreendido pela iniciativa de pequenas e médias empresas, produtoras de conversores, de montar um consórcio para terem escala e, assim, conseguirem melhores condições para captação de recursos no BNDES, compra de componentes e licenciamento da implementação do middleware, na sua versão padrão”, afirma André Barbosa.

A partir da análise das planilhas de custos desse consórcio, o governo decidirá os incentivos iniciais que poderão ser dados ao programa. De antemão, está descartada a possibilidade de subsidiar todo o equipamento. “Não vamos fazer como a Argentina, que exerceu o poder de compra do governo para alavancar a indústria. O que nós queremos é criar condições para que o mercado cresça de forma sustentável, através da criação de políticas industriais”, diz o assessor.

Segundo ele, o que o governo quer fazer é política pública através da TV Digital e da banda larga. “São dois projetos que se somam lá na frente, para tirar proveito do poder interativo da internet e da simultaneidade da TV”, afirma.

Fonte: IDG Now!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

TV - Qualidade Total

O Mitsubishi HDTV é o primeiro televisor de alta definição a laser do mundo. O aparelho, lançado em abril de 2006, impressiona não somente pelo visual inovador, mas também pela qualidade da imagem. A gama de cores oferecida é quase duas vezes maior que a de um aparelho de tela de cristal líquido (LCD), o que confere ao televisor uma definição nunca antes alcançada. O preço do Mitsubishi HDTV varia de acordo com o tamanho e o modelo do aparelho, mas uma televisão de 62 polegadas pode ser encontrada, em média, por 4 000 dólares. O televisor ainda não está à venda em lojas brasileiras, mas há opções de encomenda pela internet.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Brasil continua a ser reconhecido no cenário internacional com a TV Digital mais avançada do mundo

Após se destacar em âmbito internacional, com a Norma Ginga NCL-LUA (ITU-T H.761), que passou a ser recomendada pela União Internacional de Telecomunicações –UIT (órgão de padronização e regulamentação em telecomunicações ligado a ONU), como padrão para toda e qualquer comunicação digital sobre IP, o Brasil agora avança em mais uma etapa de seu reconhecimento como provedor da melhor tecnologia de TV Digital. Desta vez, no que diz respeito às normas de radiodifusão. Mais uma conquista do esforço que vem sendo feito pelo Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre - Fórum SBTVD, para a internacionalização do sistema nipo-brasileiro.

Na primeira semana de maio, o Grupo de Estudos 6 - Radiodifusão, do Setor de Radiocomunicações da União Internacional de Telecomunicações (UIT-R) aprovou mudanças em suas recomendações que transformam as normas brasileiras de radiodifusão digital em referências mundiais. Dessa forma, as normas produzidas pelo Fórum SBTVD e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) sobre TV Digital terão para a UIT o mesmo status das normas editadas por órgãos como o Instituto Europeu de Normalização das Telecomunicações (ETSI).

As propostas apresentadas pelo Brasil e Japão incluem as modificações brasileiras ao sistema de televisão digital japonês (ISDB-T) nas recomendações. Na “Recomendação UIT-R BT.1699” passarão a ser encontrados aspectos técnicos do Ginga-NCL - que compõem o padrão de middleware adotado no Brasil. Enquanto na “Recomendação UIT-R BT.1306” estarão as inovações ao sistema ISDB-T, contidos nas normas brasileiras.

O processo deve ser finalizado até o final ano, com a publicação das normas da ABNT no portal da UIT, após a tradução dos textos nas línguas oficiais do órgão (inglês, árabe, chinês, espanhol, francês e russo) e a aprovação das mudanças por todos os países membros.

Resultado esperado - Na avaliação de Frederico Nogueira, presidente do Fórum SBTVD, o grande destaque da tecnologia nacional é uma conseqüência do grande empenho do Brasil. “Nosso país não escolheu o padrão às vésperas da implantação do sistema. Foram 16 anos de intensa dedicação dos melhores profissionais da indústria da televisão, sempre norteados pelos mais rigorosos critérios de qualidade e inovação”, observa.

E acrescenta: “Ser reconhecido como provedor dessa tecnologia é um marco na história econômica do País. Além de tornar a indústria local mais competitiva, esse é um fator fundamental para atrair investimentos. Outros países não conseguirão tão cedo produzir tecnologia com alta definição, interatividade e mobilidade, com um sistema de TV grátis, livre e aberto.”.

Pioneirismo em detalhes - O ineditismo também tem sido outro mérito nacional. Usualmente, a criação de normas técnicas, fundamentais para viabilizar a produção da indústria, parte de órgãos internacionais e, após a recomendação dos mesmos, são replicados para entidades locais.

Entretanto, o modelo de discussão implantado no Brasil, que resultou na criação do Fórum SBTVD, que congrega representantes de todos os segmentos da indústria da TV, além da Academia e do Governo, permitiu o caminho inverso. A adoção de um modelo de trabalho conjunto - e sem precedentes - foi capaz de produzir as normas, inicialmente reconhecidas pela ABNT e, graças a sua qualidade técnica, chegar a um órgão internacional, com grande destaque.

De acordo com a Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD a continuidade dessa iniciativa já está prevista. “O Módulo Técnico está direcionando seus esforços para a harmonização também da parte imperativa do middleware Ginga”, anuncia.

domingo, 21 de junho de 2009

Começa o reinado exclusivo da TV digital nos EUA

WASHINGTON - As emissoras de TV dos Estados Unidos começarão na madrugada desta sexta-feira para sábado a transmitir exclusivamente em sinais digitais, em um "blecaute analógico" que deixará fora do ar milhões de aparelhos em todo o país. A partir da meia-noite (local) de sábado, esses canais transmitirão apenas o sinal digital, após anos de campanhas destinadas a preparar a população para a mudança.

Nesse momento, deixarão de funcionar todos os aparelhos com uma antena de teto ou daquelas fixadas na própria TV, a menos que seus proprietários tenham comprado um conversor digital, um televisor já adaptado à nova tecnologia ou sejam assinantes de um serviço por cabo ou satélite.

Segundo fontes da indústria, a partir desse momento os que possuírem o sistema digital poderão aproveitar uma melhor imagem e uma maior oferta de canais. Os conversores digitais custam entre US$ 50 e US$ 80 nos Estados Unidos atualmente.

No entanto, segundo o jornal "The Washington Post", a mudança deixará sem imagens cerca de três milhões de lares que dependem de um aparelho televisor analógico e que não realizaram a mudança. Em sua página digital, o jornal indicou que se trata principalmente de lares rurais, de baixos recursos ou onde vivem pessoas com pouco conhecimento de inglês.

O "Washington Post" acrescentou que um programa federal que deveria subsidiar a compra dos conversores ficou sem dinheiro e não soube informar devidamente sobre a necessidade de contar com equipamentos adicionais para receber a televisão digital.

"Os problemas para essa gente serão muito maiores do que tinha sido previsto", disse ao jornal John Carey, professor de comunicações da Universidade Fordham.