Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Implantable electronics


Forget wearable electronics -- 2013 was a banner year for electronics designed to work from inside the body. Scientists developed biodegradable circuits that could one day destroy microbes with heat to help heal a wound and dissolve after they've done their jobs. They invented flexible electronic tattoos that could be loaded with enough sensors to make your FitBit seem like a clunky piece of junk. And now we have tiny LED probes and a stretchy foil made of gold nanoparticles that can measure and manipulate the brain. Your cyborg future just got a little closer.
 
 
Image: John Rogers, University of Illinois/Beckman Institute
By Wired.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Brasil já dispõe de tecnologia para transmissões em ultra HD

Ultra HD

O Brasil já dispõe da infraestrutura necessária para transmissões em ultra-alta definição (ultra HD).
Também conhecida como 4k, a tecnologia permite gerar imagens em resolução quatro vezes maior que a de imagens em full HD.
O sistema foi testado com a realização da primeira transmissão em tempo real de uma cirurgia em ultra HD.
"O projeto não contempla a aplicação da tecnologia 4K em uma área específica. Fizemos agora uma demonstração relacionada com telemedicina, mas pretendemos ampliar para outras áreas como astronomia, cinema digital, dança etc.", explica o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Leandro Ciuffo.

Telemedicina em 4k

A cirurgia cardíaca foi realizada em Natal, no Hospital Universitário Onofre Lopes, integrante da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), e transmitida para o Laboratório de Realidade Virtual da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Foram testados o protótipo de equipamento para reprodução (player) e transmissão (streamer) em 4K que integra o projeto Visualização Avançada, financiado RNP.
Os laboratórios foram escolhidos para o experimento porque, além de estarem conectados à rede Ipê - infraestrutura de internet de alta capacidade gerida pela RNP - também possui projetores 4K.
A transmissão, acompanhada remotamente por núcleos da Rute, foi aprovada por pesquisadores ligados tanto à área médica como tecnológica.
"Os médicos e alunos puderam perceber detalhes da cirurgia que muitas vezes não são percebidos nem mesmo pela equipe médica na sala de cirurgia. Imagine visualizar um coração ampliado com 2 metros de largura", observa Ciuffo.
Agora que a tecnologia já foi testada, ela passa a estar disponível para utilizações práticas, dependendo apenas de investimentos para sua popularização:
"A aplicação dessa tecnologia em outros hospitais, por exemplo, depende de investimentos que precisam ser feitos pelo governo ou pelos próprios hospitais para instalar os equipamentos necessários e capacitar pessoal".

Rede Rute

A Rede Rute possui 73 núcleos inaugurados e em plena operação, localizados em hospitais universitários e de ensino de todo o Brasil.
A rede está integrada ao Programa Telessaúde Brasil Redes, uma iniciativa do Ministério da Saúde que busca melhorar a qualidade do atendimento e da atenção básica no Sistema Único da Saúde (SUS).
Os núcleos são dotados de equipamentos de ponta para comunicação em tempo real e são conectados à infraestrutura de rede de alto desempenho operada pela RNP.
Atualmente, a rede possui 50 Grupos de Interesse Especial em várias especialidades e subespecialidades da saúde em plena operação com 600 sessões por ano de vídeo e teleconferências.
Isso representa uma média diária de duas a três sessões científicas com a participação de 300 instituições, inclusive algumas da América Latina.
Em 2012, a iniciativa recebeu a qualificação de melhor prática em telemedicina pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).

sexta-feira, 1 de março de 2013

TV digital permitirá acesso a serviços bancários

TV com Ginga

         A TV digital no Brasil terá novidades a partir deste ano.
         Como contrapartida aos incentivos fiscais que estão recebendo, os fabricantes de televisores serão obrigados a produzir aparelhos com o padrão de interatividade estabelecido pelo governo.
         A medida começa a valer já em 2013.
         A meta é de que 90% dos televisores comercializados no país cheguem aos consumidores com o sistema Ginga instalado até 2014.
         O sistema Ginga, que foi implementado em 2007, quando entrou em operação o Sistema Brasileiro de TV Digital, traz novas funções ao ambiente da TV.
         O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador faça bem mais do que consultar informações sobre a programação.
Banco pela TV

         Uma das novas aplicações para a televisão digital é o t-banking - serviços bancários pela TV - que utiliza um sistema desenvolvido pela empresa TQTVD, do Rio de Janeiro.
         A ferramenta é compatível com o modelo operacional brasileiro para acesso seguro a serviços bancários, com a diferença de que tudo é feito através do controle remoto.
         O próximo passo deverá ser a integração da TV com os tablets e smartphones.
         "Acreditamos que o público possa pesquisar informações no tablet ou no smartphone enquanto assiste à televisão," explica David Britto, diretor técnico da TQTVD.
         Estão previstas também funções de compra de produtos pela internet.
         As mudanças fazem parte do processo de migração das transmissões analógicas para as digitais, que deve ser concluído em 2016.



Com informações da FINEP - 07/02/2013

Frequência da tecnologia 4G está ocupada em 885 cidades

         Upgrade

        O sinal de televisão analógica terá que ser desligado em 885 municípios brasileiros para possibilitar o uso da faixa de 700 megahertz (MHz) pela tecnologia de banda larga móvel de quarta geração (4G).
         Segundo o secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, essas cidades concentram entre 60% e 70% da população do país.
         "Não é muita coisa se for pensar em quantidade de municípios, mas é muita coisa em quantidade de população", disse Lins,
         Segundo ele, nessas cidades o desligamento do sinal de televisão analógico deve começar em 2015.
Leilão 4G

         O leilão para destinar a faixa de 700 MHz para a tecnologia 4G deve ocorrer no ano que vem.
         A faixa de 700 MHz é uma das possibilidades para a oferta de 4G no país. No ano passado, o governo licitou a faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz), também para essa tecnologia, que já começou a ser oferecida em algumas cidades.
         Atualmente, a faixa é ocupada por emissoras de televisão analógica, que vão precisar digitalizar suas transmissões antes de desocupar o espectro.
         Já o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Jarbas Valente, disse que o governo vai garantir o acesso à televisão aberta, mesmo que isso signifique destinar menos espaço para as operadoras de telefonia oferecerem o 4G.
         Segundo ele, uma das possibilidades para desocupar mais rapidamente a faixa de 700 MHz é migrar as emissoras para canais de UHF, antes mesmo da digitalização do sinal.
 
 
Com informações da Agência Brasil - 21/02/2013

terça-feira, 28 de agosto de 2012

New HEVC video compression wins big over today's standard

          When it comes to very high-resolution video, researchers concluded that a new video compression technology is a big step up from today's prevailing H.264 standard.
          A new compression technology represents a significant improvement over today's standard, a new study found. The result could help pave the way for video with at least four times the pixels of today's 1080p standard.
          The new compression technology, called HEVC or H.265, is significantly better than today's prevailing standard video codec, called AVC or H.264, researchers from the Ecole Polytechnique Federale de Lausanne in Lausanne, Switzerland, concluded.
          "The test results clearly exhibited a substantial improvement in compression performance, as compared to AVC," the researchers said. "As ultra-high definition television has recently been demonstrated to be the future of television, the upcoming HEVC video compression standard seems to be one of the key elements towards a wide deployment of 4K and 8K resolutions."
          HEVC has been tested with mathematical measurements, but this study tested 30 actual people, an important factor since technical measurements such as signal-to-noise ratio don't necessarily match up perfectly with actual human perception of quality. The test subjects compared videos compressed with each codec to high-quality 3840x2160 video -- quad full HD, or QFHD, one of a few resolutions generally given the 4K label.
          The High Efficiency Video Coding technology, now in the final stages of standardization, is expected to be twice as good as H.264, meaning that it can match its image quality using only half as many bits per second. That's a potential boon for the industry, which is struggling to improve image quality and meet video-streaming demand without taxing bandwidth too much.
          The video compression improvements could help with everything from network-constrained mobile video to ordinary broadband streaming video. The study emphasized 4K video, an area where H.264 bitrates would lag those of HEVC.
          In the study, people compared three videos -- one with traffic moving by, one with people on a street, and one with animation. The traffic and animation videos were easier to handle; the first had relatively little movement from one frame of video to the next, and the second had low noise. The people-on-the-street video, though, had a lot of information in each frame, and it changed rapidly from frame to frame, so it proved the most taxing for the codecs.
          Comparing the codecs at various bitrates, HEVC outdid H.264 in four out of five cases for the people on the street. The fifth case, at the highest bitrate, was a tie. For the animation, HEVC swept H.264 at all bitrates. For the traffic video, it only outdid H.264 at one bitrate. In no cases did H.264 outdo HEVC; the best result it could muster was a tie.
          HEVC comes at a price, though: it takes more processing power to encode and decode video than H.264.
          The study, by Philippe Hanhart, Martin Rerabek, Francesca De Simone, and Touradj Ebrahimi, is detailed in a new paper for theSPIE Optics and Photonics conference in August and in an online presentation.
          H.264 is very well established in the industry, used in everything from Blu-ray discs and videocameras and TV broadcasts and Web video. Cementing its position is hardware decoding support built into many processors, a feature that improves performance and cuts battery usage on mobile devices.
          Not everybody is happy with H.264, though. Required patent royalty payments mean it can't be used in open-source software such as the Firefox Web browser, but H.264's popularity for streaming video has effectively imposed a tax on products that need to handle online video. Free online video services may stream H.264 video for free, but operating systems, computing devices, optical disks, and for-fee streaming video services must pay a royalty.
          HEVC looks likely to follow the same payment direction. It and H.264 both stemmed from a joint effort of ITU-T Video Coding Experts Group (VCEG) and the ISO/IECE Moving Picture Experts Group (MPEG), and a group called MPEG LA licenses the group of patents it deems essential to support H.264.  The group has issued a request for any patents that bear on HEVC.
Fonte: CN.

sábado, 9 de junho de 2012

TVs devem se tornar portais interativos para sobreviver

          Segundo declarações feitas por um executivo da Panasonic, as televisões devem evoluir para tornarem-se completamente interativas e conectadas a serviços online, visando manter sua posição de centro das atenções dentro das casas.
          Apps e recursos da internet e a habilidade de interagir com outros dispositivos, como telefones e tablets, são agora tão importantes quanto a qualidade da imagem e do design. "Smart Tvs continuarão a evoluir para serem dispositivos de comunicação interativos dentro de casa", disse o diretor de gestão da unidade de televisão da Panasonic, Hirotoshi Uehara, durante apresentação na feira Computex, que ainda está acontecendo em Taiwan.
          As configurações mais recentes da Panasonic suportam browsers com HTML5, versão essa que permite aos desenvolvedores criar mais facilmente sites interativos, bem como aplicativos e serviços baseados em nuvem. As televisões da empresa interagem ainda com smartphones e tablets, permitindo aos usuários trocar fotos e vídeos entre os dispositivos e utilizar aparelhos como se fossem controles remoto. Uehara disse que a companhia contratou uma porção de programadores para desenvolverem seus programas. A atual estratégia da companhia visa posicionar as televisões no centro da "onda smart", na qual pode-se conectar serviços online e fazer downloads de softwares.
          A indústria televisiva está preocupada com a Apple, por conta dos rumores de que a gigante prepara sua própria televisão. Os constantes boatos sobre se e quando a companhia irá revelar o dispositivo aumentou muito nos últimos tempos com a aproximação da Apple's Wordwide Developers Conference, que acontecerá durante o mês de junho, em São Francisco.
          Juntamente com outras marcas, como Sony e Sharp, a Panasonic tem lutado para evitar perdas em seus negócios televisivos. Em março, a companhia registrou um prejuízo de quase 10 bilhões de dólares no ano fiscal, o maior na história de uma fabricante japonesa.
          A companhia com sede em Osaka continua a apostar na tecnologia plasma como parte da estratégia, que é tecnicamente superior a de LCD em áreas como velocidade de refresh da tela, mas ainda não consegue alcançar outros fabricantes. Isso porque equipamentos e componentes necessários para a produção estão cada vez mais escassos e caros. Ainda assim, Uehara afirmou que a companhia continuará a oferecer ambas as tecnologias - plasma e LCD.



terça-feira, 5 de junho de 2012

Novo chipset é 1.000 vezes mais rápido que Bluetooth


          Pesquisadores de Cingapura construíram e testaram um novo chipset que transfere 80 músicas MP3 entre dois aparelhos móveis em 1 segundo.
          Isto é o equivalente a transferir o conteúdo de um DVD - um filme de 2 horas "pesando" 8 gigabytes em meio minuto.
          Tente fazer isso por uma conexão Bluetooth e você levará 8,5 horas.
          Essa velocidade sem precedentes para a plataforma de transmissão de dados sem fios foi obtida por Yeo Kiat Seng e seus colegas da Universidade Tecnológica de Nanyang e do Instituto AStar.

TV e projetor sem fios

          O microchip alcança velocidades de transmissão sustentadas de 2 gigabytes por segundo, o que é 1.000 vezes mais rápido do que uma conexão Bluetooth.
          Segundo os pesquisadores, usando ondas de rádio na faixa dos milímetros é possível transmitir grandes pacotes de informação sem consumir muita energia.
          Isto torna o novo "chip wireless", batizado de Virtus, adequado para smartphones e tablets, bem como para a transmissão de dados sem fios entre TVs e projetores, algo inédito até agora.

Chipset wireless

          O chipset inteiro possui três componentes: uma antena, um transmissor/receptor completo de rádio e um processador de banda base, que permite que um canal único utilize toda a largura de banda disponível.
          Segundo a equipe, o processador de banda base é essencial para o baixo consumo de energia do sistema.
          Ele recebe o sinal, captado pela antena e filtrado e amplificado pelo transceptor, e efetua um processamento analógico não-linear e um processamento digital paralelo.
          O chip Virtus será apresentado publicamente durante a Computex de Taiwan, que ocorrerá neste mês de Junho. Mas os cientistas afirmam que já existem contatos com fabricantes para colocá-lo no mercado.



sábado, 12 de maio de 2012

O que é o servidor L?

          O servidor L é um dos 13 servidores originais da Internet no mundo (há dez instalados nos Estados Unidos, dois na Europa e um no Japão). Antes desses 14 servidores L, o Brasil já possuía outros cinco servidores-raiz. Um F, um L e um J localizados em São Paulo, outro J, em Brasília e um I, em Porto Alegre. O que os diferencia? A organização encarregada da sua administração. O servidor L e seus espelhos são gerenciados pela ICANN. O J, pela Verisign. O, F, pelo ICS – Internet Systems Consortium. O I, pela Netnod.
          Uma limitação tecnológica impede que os servidores originais sejam mais de 13. Por isso, foi desenvolvida uma técnica chamada “anycast”, que permite criar clones desses servidores-raiz, chamados de servidores espelhos, que uma vez operativos, não podem ser distinguidos dos originais. O Brasil, portanto, acaba de receber 14 novas cópias anycast do servidor L da ICANN.
           O acordo que permitiu a implementação dessas cópias do servidor raiz “L” na América Latina e o Caribe (região a qual pertence o Brasil, foi assinada pela ICANN e o Registro de Endereçamento da Internet da América Latina e o Caribe (LACNIC) em março deste ano.
           Desde 2010, o Brasil era uma dos poucos países do mundo a ter servidores espelhos da Internet operando no país: cinco. O primeiro deles começou a operar em 2003, já com o objetivo de diminuir o tempo de resolução de nomes de todos os domínios, baratear os custos de interconexão de rede e aumentar a autonomia e a confiabilidade no acesso global ao DNS por brasileiros.
          Até 2003, o internauta que precisasse acessar os servidores-raiz mais próximos levava aproximadamente mais de 100 milissegundos para obter a resposta, o que tornava a navegação mais lenta. Com esses novos servidores, uma rede conectada aos PTTs realizam o mesmo procedimento em menos de 10 milissegundos.

Internet pode ficar ainda mais rápida e segura no Brasil

          O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), em cooperação com a Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), instalou no Brasil, nos últimos dois meses, 14 novas cópias do servidor L da ICANN, um dos servidores-raiz de nomes da Internet.
           Para quem chegou agora, servidores-raiz de nomes são uma parte crítica da Internet. Eles são a mais alta hierarquia de servidores responsáveis pela transformação de nomes de sites, como www.idgnow.com.br, em endereços IP (Internet Protocol) usados pelos computadores. Poucos países possuem mais de quatro cópias de servidores DNS raiz. Entre eles estão Alemanha, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido.
          “Esses novos servidores distribuídos no Brasil fazem parte de um esforço global para melhorar o tempo de resposta, a segurança e a estabilidade do sistema da DNS geral, para todos os usuários”, explica Joe Abley, diretor de operações DNS da ICANN.
          Segundo o comunicado distribuído pelo NIC.br, a partir de hoje, as cópias deste servidor-raiz (o l.root-servers.net, administrado pela ICANN) passam a operar juntamente com servidores do domínio .br em 14 dos 20 Pontos de Troca de Tráfego ( os PTTs) responsáveis pela interconexão direta entre as redes que compõem a Internet brasileira.
           Os PPTs garantem que o tráfego internet seja resolvido direta e localmente e não através de redes de terceiros, muitas vezes fisicamente distantes. Trocando em miúdos, provedores de acesso e de conteúdo conectados a um PTT controlam melhor o tráfego que entra e sai de sua rede e são capazes de reduzir os custos decorrentes da troca de tráfego, aumentar a segurança, reduzir a latência… Ou seja, de oferecer uma operação mais eficiente e melhor para os clientes da sua rede e para a Internet como um todo”, explica Milton Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de projetos especiais e de desenvolvimento do NIC.br.
           Agora, pense no ganho ao agregar a tudo isso a resolução de domínios… “Significa que a resolução do DNS vai ser mais rápida, porque vai estar mais próxima da rede do usuários. O tempo de resposta diminui muito”, explica Hugo Koji Kobayashi, gerente de Engenharia e Sistemas do Registro.br/NIC.br.
           E não só. “O impacto mais relevante dessa nova infraestrutura é o grande aumento na segurança, ao distribuir a conectividade internacional para o serviço de resolução de nomes junto à raiz da Internet dentro do país, e de forma independente”, explica Frederico Neves, diretor de serviços e tecnologia do NIC.br.
          Ela distribui por toda a internet brasileira, em nível metropolitano, a capacidade de resolução de nomes e consequentemente a resiliência para suportar possíveis abusos ou ataques ao serviços DNS. “Imagina um ataque de DDoS em um servidor-raiz, na Califórnia. Se ele não for muito bem distribuído, não vai conseguir afetar todas as cópias do servidor”, afirma Kobayashi. O mesmo vale para um ataque direcionado a um servidor de Brasília. Eles só será capaz de afetar os provedores que estiverem conectados ao PTT de Brasília. Todos os demais continuarão operando normalmente.

terça-feira, 8 de maio de 2012

TV Digital: Sistemas DVB-T e ISDB-T

Os sistemas DVB-T e ISDB-T são sistemas multiportadoras. A taxa de bits do sinal na entrada do modulador pode ser variável (até 20 Mbit/s), dependendo da qualidade da imagem ou da robustez que se deseja na transmissão. Os dois sistemas utilizam modulação COFDM (Coded Ortogonal Frequency Division Multiplex). O sistema DVB-T foi implantado na Europa em 1998 e visa, principalmente, a transmissão de vários canais de SDTV no lugar de um canal analógico. O sistema ISDB-T está em fase de implantação no Japão.

Sistema DVB-T

A figura 12 mostra o diagrama de blocos simplificado do sistema DVB-T.



                                                                             Fig. 12

O "Outer Coder" executa uma função idêntica à do "Reed Solomon" do sistema ATSC. A única diferença é que, no sistema DVB-T são acrescentados apenas 16 bytes no "packet", que ficará com 204 bytes na saída. No "Outer Interleaver" os bits são embaralhados da mesma maneira que no "Interleaver" do sistema ATSC. O "Inner Coder" é semelhante ao "Tellis Encoder" do sistema ATSC. A diferença é que, no sistema ATSC o valor de (CR)C é fixo em 2/3 e, no sistema DVB-T ele pode ser programado para diversos valores (1/2; 2/3; 3/4; 5/6 ou 7/8).

O sistema DVB-T possui dois métodos de mutiportadoras: 2K e 8K. No "OFDM Modulator" são criadas 1705 portadoras ortogonais simultâneas para o modo 2K ou 6734 portadoras ortogonais simultâneas para o modo 8K. Isto é obtido por DSP ("Digital Signal Processing" = processamento digital de sinal), pelo uso de uma IFFT ("Inverse Fast Fourier Transform" = transformada rápida inversa de Fourier) e por um conversor D/A (digital / analógico). No padrão M (banda de 6MHz), a separação entre as portadoras é fx=3348,1 Hz para o modo 2K, e fx=837,025 Hz para o modo 8K.

O sistema DVB-T pode ser programado para modulação QPSK (“Quaternary Phase Shift Keying” = 2 feixes digitais), 16QAM (“16 Quadrature Amplitude Modulation” = 4 feixes digitais) ou 64QAM (“64 Quadrature Amplitude Modulation” = 6 feixes digitais). No “Inner Interleaver” o sinal é transformado em 2, 4 ou 6 feixes digitais (conforme o tipo de modulação escolhido) e, através do “Mapper”, esses feixes são destinados, consecutivamente, às 1705 portadoras do modo 2K ou às 6734 portadoras do modo 8K.

Na saída do “OFDM Modulator” surgem blocos estáticos de portadoras simultâneas moduladas em QPSK, 16QAM ou 64QAM. O tempo útil de cada bloco, também conhecido pelo nome de “símbolo” será Tu=1/fx. Assim sendo, tem-se: Tu=298,67ms para o modo 2K, e Tu=1,1947ms para o modo 8K.

Após cada símbolo, é deixado um intervalo de tempo sem nenhuma informação, conhecido como “intervalo de guarda” (Delta t=kTu). Para o sistema DVB-T o fator k pode ser programado para 1/4, 1/8, 1/16 ou 1/32. A introdução do “intervalo de guarda” dá ao sistema DVB-T uma proteção natural contra interferências por “multicaminhos” ou “fantasmas”. Suponha-se. como exemplo (figura 13), uma transmissão no modo 8K com k=1/32 e que, além do sinal principal, esteja chegando ao receptor um sinal retardado de 20 us. Como Delta t=kTu=(1/32).1,1947ms=37,3ms, conclui-se que o sinal retardado não irá invadir o símbolo seguinte.



                                                                                Fig. 13

Fonte: teleco.


sábado, 31 de março de 2012

LG inicia produção da primeira tela flexível





          A LG revelou que deu início a produção da primeira tela flexível projetada para leitores digitais (e-readers).

          A nova tela utiliza um plástico EDP, que pode ser dobrado em um ângulo de até 40 graus. Os e-readers que utilizarão a tecnologia terão 6 polegadas e display e-ink com resolução de 1024 x 768 pixels.
          As telas terão espessura de 0,7 milímetros e pesarão apenas 14 gramas. Também serão resistentes a riscos e quedas de até 1,5 metro.
          Segundo a LG, a tela será fornecida para fabricantes na China e os primeiros produtos para o usuário final devem ser lançados na Europa dentro do próximo mês.
          Embora a tecnologia adotada para as telas flexíveis seja a e-ink, que reproduz apenas imagens em tons cinza, a LG afirmou que com o início da produção em massa do plástico EDP, os conceitos em torno desta experiência poderá favorecer o desenvolvimento de telas flexíveis OLED.


          Fonte: INFO





sexta-feira, 23 de março de 2012

O que é DLNA?

           DLNA (Digital Living Network Alliance) é uma certificação que torna fácil a criação de uma rede entre dispositivos de mídia.
           A DLNA estabelece normas e diretrizes para aparelhos domésticos de mídia em rede. Qualquer dispositivo multimídia pode receber essa certificação e essa certificação permite que o consumidor saiba que uma vez esse dispositivo conectado à sua rede doméstica, ele automaticamente se comunicará com outros dispositivos que possuam o padrão DLNA que também estejam conectados.
           Dispositivos com certificação DLNA podem: localizar e reproduzir filmes, enviar, exibir e/ou fazer upload de fotos, encontrar, envie, tocar e/ou baixar músicas e enviar e imprimir fotos.
          Produtos que estão com certificação DLNA normalmente são reconhecidos, com pouca ou nenhuma configuração, assim que você conectá-los a sua rede. Essa certificação significa que o dispositivo tem suas regras em sua rede doméstica e que os outros dispositivos DLNA pode se comunicar com ele com base em suas próprias regras. Alguns produtos armazenam mídias, alguns produtos controlam mídia e alguns produtos reproduzem essas mídias. Existe uma certificação para cada uma dessas funções.
          Dentro de cada certificação, há orientações DLNA para Ethernet e conectividade WiFi, para requisitos de hardware, para requisitos de software ou firmware, para a interface do usuário, para obter instruções para reconhecer o dispositivo na rede, e para a exibição de diferentes formatos de arquivos de mídia. Cada aspecto deve passar por testes para obter uma certificação DLNA.
          A certificação pode ser embutido no hardware ou ser parte de um aplicativo de software/programa que está em execução no dispositivo. Isto é particularmente relacionado com drives e computadores Network Attached Storage (NAS). Twonky, TVersity, e TV Mobili são produtos de software populares que atuam como servidores de mídia digital e podem ser encontrados por outros dispositivos DLNA.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CES 2012: Toshiba prepara o lançamento de TVs 3D sem uso de óculos

         
Toshiba
O primeiro dia da Consumer Electronics Shows 2012 (CES), uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo, já nos traz várias novidades no mundo da tecnologia. Um dos bons anúncios é da Toshiba, que lançou uma linha de TVs 3D que dispensam o uso de óculos especiais para assistir ao conteúdo tridimensional.

           De acordo com o site CNET, o produto, batizado de 55LZ2, utiliza uma tecnologia que separa até nove ângulos diferentes da imagem, mostrando visões separadas tanto para o olho direito quanto o esquerdo -, de modo que o vídeo 3D possa ser visto de diferentes pontos pelo espectador. O cérebro, então, reconstrói o mundo de terceira dimensão a partir de duas imagens captadas por minúsculas lentes contidas no aparelho, semelhantes às do portátil Nintendo 3DS.

           Para chegar a esse resultado, a TV faz um rastreamento de rosto do usuário para detectar sua posição e, assim, definir um melhor controle da imagem.

           A primeira leva do dispositivo deve ingressar no mercado dos EUA já no primeiro trimestre deste ano. Contudo, não foram revelados dados adicionais, como tamanhos de tela e resolução.

           Vale lembrar que a Toshiba é pioneira nesse tipo de recurso, que está disponível em países como Alemanha e Japão, em um modelo de 55 polegadas com 4 K de resolução (3.840 x 2.160), para a programação convencional, e de 1.280 x 720 para a função 3D. Segundo a companhia, o aparelho custa em torno dos US$ 10 mil dólares (cerca de R$ 18,5 mil reais).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CES 2012: LG tem TVs OLED, 4K e controle remoto com controle de voz

Empresa anunciou linha de TVs para 2012 com tela OLED de 55 polegadas, TV 4K de 84 polegadas e controle que permite conversar com aparelho.


LG 84 polegadas
          A LG tem uma extensa linha de TVs para serem lançadas em 2012. Na sua conferência para a imprensa na abertura da CES 2012, a empresa mostrou algumas das novidades que prepara para o mercado, detalhando a TV OLED de 55 polegadas e a TV de 84 polegadas com tecnologia 4K, anunciadas semana passada. Ela também mostrou um novo controle remoto com comandos de voz.

          O principal produto foi a EM9600 OLED TV, a maior tela OLED do mundo, de acordo com a empresa. A TV, com 55 polegadas, também é bastante fina: ela tem 4 mm de espessura, capacidade 3D e deve chegar ao mercado no segundo semestre de 2012 - a empresa não deu informações sobre o preço.

          Já a 84LM9600, com 84 polegadas, será a maior TV LCD nos Estados Unidos e chegará ao mercado até o meio do ano. Ela terá a tecnologia 4K, que permite resoluções 4x superiores às TVs Full HD (ela chega a 3.840x2.160) e também terá capacidade 3D.

          A LG afirma que, durante o ano de 2012, 50% da sua linha de TVs será de Smart TVs com tecnologia 3D. A empresa afirma que melhorou a conversão de 2D para 3D e desenvolveu óculos especiais mais leves e confortáveis para os seus aparelhos.

          Outra grande novidade no setor de TVs é o novo Magic Remote. O controle desenvolvido pela empresa tem reconhecimento de voz - ou seja, você poderá enfim conversar com a sua TV. Ela poderá ser conectada a periféricos que aumentam suas capacidades, como um sensor de gestos, por exemplo. O Magic Remote acompanhará alguns modelos de TV que serão lançados pela empresa durante 2012. A LG não divulgou preço e disponibilidade do dispositivo separado das TVs.

          Outra tecnologia que a empresa mostrará durante a feira é o Dual Play, disponível para sua linha de TVs 3D e feita especialmente para jogos. Com a tecnologia e com os óculos especiais Dual Play, dois jogadores podem jogar um game multiplayer ao mesmo tempo, e cada um verá uma tela diferente. É uma tecnologia similar a uma mostrada pela Sony em 2011, mas sem a limitação do aparelho da empresa japonesa - ela funciona com alguns jogos específicos do PS3.

          A empresa também terá para o público a tecnologia Smart Share Plus, que será integrada às suas TVs e permite, via conexão Wi-Fi, passar o que está sendo visto na TV para dispositivos móveis.

Fonte: OD.

Bateria de ar-lítio: carros elétricos com autonomia de 800 km

Ansiedade de motorista

          Um dos maiores entraves à popularização dos veículos elétricos é a chamada "ansiedade da autonomia".
          Os motoristas parecem morrer de medo de que a carga da bateria não consiga levá-los até seu destino ou trazê-los de volta para casa.
          Agora, cientistas da IBM afirmam ter resolvido um problema fundamental que poderá levar à criação de uma bateria capaz de dar a um carro elétrico uma autonomia de 800 quilômetros - o dobro da autonomia da maioria dos carros a gasolina ou etanol.
          As melhores baterias disponíveis atualmente são do tipo íons de lítio, que são boas para telefones celulares, razoavelmente boas para notebooks, mas insuficientes para veículos elétricos, que não conseguem superar os 200 km de autonomia.

Bateria de ar-lítio

          Um novo tipo de bateria, chamada bateria de ar-lítio, é muito mais interessante porque sua densidade teórica de energia é 1.000 vezes maior do que as baterias de íons de lítio, o que a coloca praticamente em condições de igualdade com a gasolina.
          Em vez de usar óxidos metálicos no eletrodo positivo, as baterias de ar-lítio usam carbono, que é mais leve e mais barato, e reage com o oxigênio do ar ambiente para produzir uma corrente elétrica.
          Mas há um problema: as instabilidades químicas limitam a vida útil das baterias de ar-lítio, que suportam poucos ciclos de carga e descarga - algo impraticável para os veículos elétricos.
          Agora, Winfried Wilcke e seus colegas dos laboratórios da IBM descobriram a causa dessa rápida degradação: o oxigênio do ar reage não apenas com o eletrodo de carbono, mas também com o eletrólito, a solução condutora que transporta os íons de lítio entre os eletrodos.

Bateria de ar-lítio dá autonomia de 800 km a carros elétricos
A bateria ar-lítio tem um potencial teórico mais de 1.000 vezes superior às baterias mais modernas. [Imagem: Winfried Wilcke/IBM]

          Essa reação indesejada deteriora o eletrólito, danificando a bateria.

Eletrólito promissor

          Os pesquisadores usaram então um supercomputador para modelar essas reações químicas, em busca de eletrólitos alternativos, que não fossem danificados pela reação com o oxigênio.
          "Nós agora descobrimos um [novo eletrólito] que parece muito promissor," contou Wilcke.
           A pesquisa ainda não foi publicada, e os pesquisadores se recusam a dar mais detalhes sobre o novo composto, embora contem que o material funcionou como previsto nos modelos computadorizados "em vários protótipos em escala de laboratório".
           Segundo Wilcke, a expectativa é que um protótipo em escala real esteja pronto até 2013.
          Mas ainda há um grande desafio antes que as baterias de ar-lítio possam cumprir todas as suas promessas: como lidar com a umidade do ar ambiente, já que o lítio pega fogo espontaneamente quando imerso em água.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tempo mundial pode mudar em 2012

Mudanças no tempo mundial - Segundo bissextoSegundo bissexto
          O tempo, tal como o conhecemos hoje, poderá não ser exatamente o mesmo tempo nos séculos que virão.
          Tanto que os cientistas da área estão usando todo o seu tempo durante as festas de fim de ano para discutir uma nova definição da escala de tempo do mundo: o chamado Tempo Universal Coordenado (UTC).
          E a principal questão em debate é o segundo bissexto - mais especificamente, a abolição do segundo bissexto.

Tempo tecnológico

          Enquanto todo o mundo presta atenção aos anos bissextos, poucos sabem que uma "ajeitada" muito mais frequente no tempo, mas muito mais irregular, é feita constantemente.
         Uma mudança que é essencial para manter o bom funcionamento dos sistemas de GPS, das telecomunicações, e até dos arquivos que você transfere pela internet.
         O segundo bissexto surgiu no início da atual era tecnológica, em 1972. Ele é adicionado para manter a escala de tempo medida pelos relógios atômicos em fase com a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
         A razão para isto é que, enquanto os relógios atômicos, que usam as vibrações dos átomos para contar os segundos, são incrivelmente precisos, a Terra não é um cronometrista tão confiável quanto se acreditava - isto graças a uma ligeira oscilação que ela sofre conforme gira sobre seu próprio eixo. 
         "Desde a década de 1920 já se sabe que o movimento da Terra não é tão constante como tínhamos pensado inicialmente," explica Rory McEvoy, curador de "horologia" do observatório de Greenwich, no Reino Unido.
         Essa variação natural da Terra significa que as horas medidas pelos relógios atômicos e as horas baseadas na rotação da Terra ficam cada vez mais defasadas conforme o tempo passa.
         Assim, a cada poucos anos, antes que essa diferença cresça mais do que 0,9 segundo, um segundo extra - o chamado segundo bissexto - é adicionado ao tempo oficial, para colocar novamente os dois em sincronia.
         "O Serviço Internacional de Rotação da Terra monitora a atividade da Terra, e eles decidem quando é apropriado adicionar um segundo bissexto em nossa escala de tempo," explica McEvoy.

Guerra do segundo

         Um dos maiores problemas é que, ao contrário dos anos bissextos, os segundos bissextos não são previsíveis. Eles são erráticos, porque as oscilações da Terra - o chamado balanço de Chandler - não é regular.
         Mas a tentativa de se livrar do segundo bissexto está causando um racha dentro da comunidade internacional que estuda o tempo, o que deverá ser decidido pelo voto, durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações, da União Internacional das Telecomunicações (UIT), em janeiro de 2012, em Genebra.
         Uma pesquisa informal feita pela UIT no início deste ano revelou que três países - Reino Unido, China e Canadá - são fortemente contra a alteração do sistema atual.
         No entanto, 13 países, incluindo os Estados Unidos, França, Itália e Alemanha, querem uma nova escala de tempo que não tenha segundos bissextos.
         Mas, com quase 200 países membros, a grande maioria deles ainda terá que revelar o que realmente pensa sobre o tempo.
         O Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Paris, é a organização internacional de padronização que é responsável por manter o tempo do mundo.
         A organização acredita que o segundo bissexto deve acabar porque esses ajustes estão se tornando cada vez mais problemáticos para sistemas que precisam de uma referência estável e contínua de tempo.
         "Ele está afetando as telecomunicações, é problemático para a transferência de dados pela internet (como o Network Time Protocol, ou NTP), bem como dos serviços financeiros," diz o Dr. Arias Felicitas, diretor do BIPM.
         "Outra aplicação que está sendo realmente muito, muito afetada pelo segundo bissexto, é a sincronização de tempo nos Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS). Os GNSS exigem uma sincronização de tempo perfeita - e segundos bissextos são um incômodo," completa Felicitas.

Tempos divergentes

          Mas desacoplar o tempo civil da rotação da Terra também pode ter consequências a longo prazo.
          "[Se você eliminar os segundos bissextos] o UTC irá se afastar continuamente do tempo baseado na rotação da Terra, fazendo-os gradualmente divergirem por uma quantidade crescente de tempo. Algo terá que ser feito para corrigir essa divergência cada vez maior," explica Peter Whibberley, cientista do Laboratório Nacional de Física do Reino Unido.
          Em algumas décadas, isso equivaleria a um minuto de diferença. E, ao longo de centenas de anos, isso significaria uma diferença de uma hora entre o tempo dos relógios atômicos e a escala de tempo baseada na rotação da Terra.
          Em 2004, foi proposta a ideia da troca dos segundos bissextos por um salto de uma hora, a ser feita uma vez a cada alguns poucos séculos.
         Uma possível solução, se o segundo bissexto for abolido, seria atrelar essa "hora bissexta" às mudanças no horário de verão.
         "Os países poderiam simplesmente acomodar a divergência não adiantando os seus relógios na primavera, apenas uma vez a cada poucos séculos, assim você altera o fuso horário em uma hora para trazer de volta tempo civil em conformidade com a rotação da Terra," propõe o Dr. Whibberley.
Fonte: iT.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Monitor 3D da LG terá um milímetro de borda

       
          A LG acaba de apresentar seu novo monitor 3D. A revelação faz parte da tradição da empresa de anunciar seus próximos produtos antes da CES 2012, que acontecerá em janeiro.
          O LG DM92 tem painel IPS e reproduz conteúdo 3D. A tecnologia IPS permite movimento livre de borrões, imagem mais limpa, cores vivas, boa durabilidade e maior fidelidade de cores. Além disso, o consumo de energia é mais baixo. Mas o grande atrativo do monitor está na borda de apenas um milímetro de espessura nas laterais e no topo. Há também entrada HDMI e USB, para compartilhamento de conteúdo com dispositivos externos.
          Os modelos DM82 e DM52 também devem fazer parte da linha, mas sem a capacidade 3D. Eles estão disponíveis em 23 e 27 polegadas, respectivamente, e virão com alto-falantes embutidos. É provável que tenham o preço mais baixo por não reproduzir 3D.
          A previsão do lançamento mundial do LG DM92 é para fevereiro de 2012, mas os preços ainda não foram divulgados. É provável que a LG apresente mais especificações durante a CES, que acontecerá em Las Vegas.
          Fonte: Info.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Microlâmpadas de plasma superam eficiência dos LEDs
     A lâmpada brilha por inteiro, aquecendo menos do que um LED. [Imagem: Eden Park Illumination]


Microplasma


   A ideia quase ingênua de um aluno parece ter sido o suficiente para que engenheiros inventassem um novo sistema de iluminação.
   Segundo eles, a tecnologia de microplasma produz um novo tipo de lâmpada que é mais eficiente do que tudo o que se conhece até agora, incluindo as lâmpadas fluorescentes compactas e até os LEDs.
   "O estudante se aproximou de mim com um pedaço de silício e me perguntou, literalmente, 'Você se importa se eu fizer um pequeno furo nesta placa e tentar produzir um plasma dentro do buraco?'," conta o Dr. Gary Eden, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
   Pouco depois, o estudante tinha um plasma dentro de um furo com apenas 400 micrômetros de diâmetro - o precursor da tecnologia que ele e seu agora colega Sung-Jin Park estão tentando comercializar, depois de mais de uma década de aperfeiçoamentos.
   Inicialmente a luz emitida era adequada apenas para aplicações médicas. Alguns anos depois, as microlâmpadas de plasma já brilhavam em luz visível, superando as lâmpadas incandescentes.

   Agora elas parecem ter superado tudo o que se conhece em termos de iluminação.

Lâmpada de plasma

   O plasma, um gás ionizado, frequentemente chamado de quarto estado da matéria, já é utilizado nas lâmpadas fluorescentes e está saindo de moda nas telas de TV, onde está sendo substituído pelos LEDs - os pesquisadores chegaram a demonstrar que sua tecnologia é superior à das telas de plasma no mercado, mas eles parecem ter perdido o "timing" da indústria.
   A chave para o desenvolvimento está na relação entre diâmetro e pressão, essencial para se obter plasmas estáveis.
   Nos minúsculos furos, feitos em placas de alumínio, a pressão do plasma é muito alta, fazendo com que ele consuma menos energia e aqueça menos a estrutura, ainda assim produzindo luz de alta qualidade - enquanto as telas de plasma das TVs são conhecidas por seu aquecimento e alto consumo de energia, as lâmpadas de microplasma geram menos calor do que os LEDs.


Microlâmpadas de plasma superam eficiência dos LEDs
     Enquanto as telas de plasma das TVs são conhecidas por seu aquecimento e alto consumo de energia, as lâmpadas de microplasma batem todos os concorrentes. [Imagem: Eden Park Illumination]


   Os protótipos até agora desenvolvidos medem 15 x 15 centímetros, por 4 milímetros de espessura, incluindo o vidro para prender o plasma nos microfuros e revestimentos poliméricos extras de proteção contra quebra.
   Essas pequenas placas têm 250 mil furos, o que faz com que elas brilhem por inteiro - ao contrário de um refletor de LED, onde você vê as pequenas lâmpadas de estado sólido lado a lado.

Produzir barato para vender barato

   As lâmpadas fluorescentes também geram luz por plasma, mas perdem eficiência por causa de seu formato em 360 graus. A lâmpada de microplasma, que é direcional, compara-se a uma lâmpada fluorescente de 80 lumens por watt, mesmo tendo apenas 35 lumens por watt.
   Além da vantagem de não conter mercúrio, o alumínio, plástico e vidro usados em sua construção são totalmente recicláveis.
   Quando elas chegarão ao comércio? A depender dos pesquisadores, que já fundaram sua empresa - a Eden Park Illumination - para comercializá-las, muito brevemente.
   Mas eles terão antes que vencer a difícil etapa de convencer a indústria a fabricar suas microlâmpadas de plasma em grandes volumes para que elas atinjam um custo compatível com a concorrência.

   Fonte: Site Inovação Tecnológica.



Definição de Computação em Nuvem

   Depois de anos de trabalho e 15 versões preliminares, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) lançou a definição de computação em nuvem - ou nuvem de computação.
   A definição estabelece uma espécie de "unidade de medida" para essa área emergente, servindo como meio para comparações dos serviços em nuvem e das estratégias de sua implementação, além de fornecer uma base para a discussão do que é exatamente computação em nuvem e quais são as melhores formas de usá-la.
   "Quando as agências ou as empresas utilizam esta definição elas têm uma ferramenta para determinar até que ponto as implementações de tecnologia da informação que estão analisando atendem as características e os modelos de nuvem," diz Peter Mell, do NIST.
   "Isto é importante porque a adoção de uma nuvem autêntica aumenta a chance de que elas colham os benefícios prometidos pela computação em nuvem - redução de custos, economia de energia e implantação rápida. E ajustar uma implementação para a definição pode ajudar a avaliar as propriedades de segurança da nuvem," completa.
   Os pesquisadores receberam uma grande quantidade de feedback, o que exigiu a elaboração de inúmeros rascunhos, ou versões preliminares, que eram então reavaliados pela comunidade.
   Apesar disso, a definição final ficou substancialmente a mesma, e apenas um pequeno número de mudanças foi feito para garantir interpretações consistentes.

Definição de Computação em Nuvem

   Computação em Nuvem é um modelo para acesso conveniente, sob demanda, e de qualquer localização, a uma rede compartilhada de recursos de computação (isto é, redes, servidores, armazenamento, aplicativos e serviços) que possam ser prontamente disponibilizados e liberados com um esforço mínimo de gestão ou de interação com o provedor de serviços.
   Este modelo de nuvem é composto de cinco características essenciais, três modelos de serviço e quatro modelos de implementação.

Características essenciais

Auto-atendimento sob demanda

   Um consumidor pode unilateralmente dispor de capacidades de computação, tais como tempo de servidor e armazenamento em rede, conforme necessário, automaticamente, sem a necessidade de interação humana com cada prestador de serviço.

Amplo acesso à rede

   Recursos são disponibilizados através da rede e acessados por meio de mecanismos-padrão que promovam o uso por plataformas-cliente heterogêneas com qualquer capacidade de processamento (por exemplo, telefones celulares, tablets, notebooks e estações de trabalho).

Agrupamento (pooling) de recursos

   Os recursos de computação do provedor são agrupados para atender múltiplos consumidores através de um modelo multi-inquilino, com diferentes recursos físicos e virtuais atribuídos dinamicamente e redesignados novamente de acordo com a demanda do consumidor.
   Há um senso de independência de localização em que o cliente geralmente não tem controle ou conhecimento sobre a localização exata dos recursos disponibilizados, mas pode ser capaz de especificar um local em um nível maior de abstração (por exemplo, estado, país, ou datacenter).

   Exemplos de recursos incluem armazenamento, processamento, memória e largura de banda de rede.
Elasticidade rápida

   Capacidades podem ser elasticamente provisionadas e liberadas, em alguns casos automaticamente, para se ajustar à escala, crescente ou decrescente, compatível com a demanda.
   Para o consumidor, as capacidades disponíveis para provisionamento frequentemente parecem ser ilimitadas e podem ser apropriadas em qualquer quantidade e a qualquer momento.

Medição do serviço

   Sistemas em nuvem controlam e otimizam automaticamente o uso dos recursos, aproveitando uma capacidade de medição em algum nível de abstração apropriado para o tipo de serviço (por exemplo, contas de armazenamento, processamento, largura de banda e usuário ativo).
   O uso de recursos pode ser monitorado, controlado e posto em relatórios, proporcionando transparência, tanto para o provedor quanto para o consumidor, do serviço utilizado.

Modelos de serviços

Software como Serviço (SaaS - Software as a Service)

   A capacidade fornecida ao consumidor destina-se à utilização dos aplicativos do provedor rodando em uma infraestrutura de nuvem.
   As aplicações são acessíveis a partir de diversos dispositivos clientes, quer através de uma interface "leve" (thin), como um navegador web (por exemplo, web-mail), ou uma interface de programa.
   O consumidor não administra e nem controla a infra-estrutura de nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais, armazenamento, ou mesmo capacidades de aplicativos individuais, com a possível exceção de configurações limitadas do aplicativo, específicas do usuário.

Plataforma como Serviço (PaaS - Platform as a Service).

   A capacidade fornecida ao consumidor destina-se à infra-estrutura criada ou comprada pelo consumidor para a nuvem, criada usando linguagens de programação, bibliotecas, serviços e ferramentas suportadas pelo provedor.
   O consumidor não administra e nem controla a infra-estrutura de nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais ou armazenamento, mas tem controle sobre os aplicativos implementados e possivelmente sobre as configurações para o ambiente de hospedagem de aplicativos.
Infra-estrutura como serviço (IaaS - Infrastructure as a Service).

   A capacidade fornecida ao consumidor destina-se ao provisionamento de processamento, armazenamento, redes e outros recursos de computação fundamentais onde o consumidor é capaz de implementar e executar softwares arbitrários, que podem incluir sistemas operacionais e aplicativos.
   O consumidor não administra e nem controla a infra-estrutura de nuvem subjacente, mas tem controle sobre sistemas operacionais, armazenamento e aplicativos implementados, e possivelmente um controle limitado de componentes de rede selecionados (por exemplo, firewalls do host).

Modelos de implementação

Nuvem privada

   A infra-estrutura de nuvem é provisionada para uso exclusivo por uma única organização, compreendendo múltiplos consumidores (por exemplo, unidades de negócio).
   Ela pode ser controlada, gerenciada e operada pela organização, um terceiro, ou alguma combinação deles, e pode existir com ou sem premissas.

Nuvem comunitária

   A infra-estrutura de nuvem é provisionada para uso exclusivo por uma comunidade específica de consumidores de organizações que têm preocupações comuns (por exemplo, considerações referentes a missão, requisitos de segurança, política e compliance).
   Ela pode ser controlada, gerenciada e operada por uma ou mais das organizações na comunidade, um terceiro, ou alguma combinação deles, e pode existir com ou sem premissas.

Nuvem pública

   A infra-estrutura de nuvem é provisionada para uso aberto ao público em geral.

   Ela pode ser controlada, gerenciada e operada por organização empresarial, acadêmica ou governamental, ou alguma combinação delas. Ela existe sob as premissas do fornecedor da nuvem.

Nuvem híbrida

   A infra-estrutura de nuvem é uma composição de duas ou mais infra-estruturas de nuvem distintas (privada, comunitária ou pública) que permanecem como entidades únicas, mas são unidas por tecnologia padronizada ou proprietária que permita a portabilidade de dados e aplicativos (por exemplo, balanceamento de carga entre nuvens).

   A definição completa de computação em nuvem está disponível no endereço http://csrc.nist.gov/publications/PubsSPs.html.



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Super jeans usa tecnologia espacial para proteger motociclistas

Cair de moto e esfolar-se todo não parece ser o cenário mais provável para o nascimento de um novo negócio.
Mas foi isto o que aconteceu com o francês Pierre-Henry Servajean.
"Eu percebi que tudo que eu tinha no corpo era perfeito - meu capacete, luvas, casaco - exceto o jeans. Eu tinha equipamentos de segurança apropriados para cada parte do meu corpo, exceto para as minhas pernas," conta ele.
Depois de uma pesquisa, o motociclista empreendedor descobriu que 75% dos seus colegas usam jeans em seus passeios de moto.
Um pouco mais de pesquisa e ele descobriu uma fibra chamada UHMWPE, que foi utilizada pela Agência Espacial Europeia (ESA) em 2007 para testar um conceito chamado "correio espacial".
UHMWPE é uma sigla para Ultra High Molecular Weight Polyethylene - polietileno de peso molecular ultra elevado -, uma forma especial do conhecido polietileno, só que duas vezes mais forte do que o Kevlar®, e de 10 a 100 vezes mais resistente do que o aço.
Ao misturar as fibras do jeans comum com algumas fibras do polietileno espacial, Pierre-Henry conseguiu um tecido que combina as qualidades do jeans com a extrema resistência do novo material, produzindo uma roupa muito forte e que, ao contrário de outras soluções sintéticas, deixa a pele respirar.
No núcleo do tecido, o algodão é substituído pelas fibras de UHMWPE. No caso de um acidente, somente a camada externa do jeans se rasga, e a pele do motociclista não é atingida.
Pierre-Henry, que garante que o super jeans é uma combinação perfeita de conforto, durabilidade e resistência à abrasão, fundou uma empresa para comercializar sua ideia, em mais um exemplo da conversão das tecnologias espaciais em produtos de uso no dia-a-dia.
Para demonstrar a força do tecido e divulgar seu produto, Pierre-Henry lançou uma campanha publicitária que mostrou um jipe Hummer de 2700 kg sendo erguido com duas calças do super jeans.