terça-feira, 17 de agosto de 2010

Braço robótico de plástico dispensa eletricidade e motores

Cientistas chineses construíram um braço robótico simples, mas extremamente forte, que não usa motores e nem qualquer controle eletrônico.

Como dispensa inteiramente as conexões físicas e elétricas, o braço robótico representa uma prova de conceito extremamente promissora para o desenvolvimento de manipuladores biocompatíveis ou para a coleta de amostras ambientais.

E não é tudo. Construído com um músculo artificial especial, o funcionamento do braço robótico é inteiramente controlado com luz visível.

O braço robótico é formado inteiramente por uma fita composta por duas camadas de plástico. O primeiro é o bem conhecido e inerte polieteno.

Mas o segredo está no segundo polímero, um tipo de músculo artificial chamado polímero de cristal líquido reticulado, ou CLCP (Cross-linked Liquid Crystalline Polymer).

Quando é iluminado com luz azul, o CLCP se contrai, forçando a camada de polieteno ao qual está grudado, o que faz com que toda a fita se dobre. Assim que a luz é desligada, o comportamento do músculo artificial é revertido e o braço volta à posição original.

A equipe do Dr. Yanlei Yu, da Universidade Fudan, uniu estruturas adequadamente dimensionadas para formar um ombro, um cotovelo e uma mão, formando um braço robótico totalmente funcional.

A operação do mecanismo pode ser totalmente controlável, bastando iluminar seletivamente as diversas porções feitas com fitas independentes de músculo artificial.

Os pesquisadores relatam em seu artigo que seu microrrobô é capaz de levantar objetos pesando 10 vezes a massa combinada de todos os seus componentes.

A força por unidade de área que ele gera alcança 300 kPa - para comparação, os músculos do corpo humano produzem 320 kPa.

Os pesquisadores apontam que, ao converter a luz diretamente em movimento mecânico, seu microrrobô poderá ser usado em micromanufatura, manipulando pequenas peças em linhas de produção, simplificando-as e reduzindo o consumo de energia.

sábado, 14 de agosto de 2010

COLED: LED orgânico com cavidade óptica bate todos os recordes

Primeiro foram os diodos emissores de luz, ou LEDs (Light-Emitting Diode). Depois surgiram os ainda mais promissores LEDs orgânicos, ou OLEDs, que têm tudo para superar os LEDs inorgânicos tradicionais, e custando muito menos.

Agora entra um novo personagem na busca por formas mais eficientes de iluminação. São os COLEDs (Cavity Organic Light-Emitting Diode), projetados pela equipe do Dr. Yijian Shi, do Instituto SRI, uma entidade de pesquisas sem fins lucrativos, localizada nos Estados Unidos.

Esses novos LEDs orgânicos utilizam cavidades ópticas, espelhos paralelos e contrapostos que evitam a fuga de fótons para outros pontos que não a direção de saída do dispositivo, por onde sua luz é emitida.

Segundo os pesquisadores, as cavidades ópticas, usadas em conjunto com os LEDs orgânicos, feitos de polímeros, resultaram em uma emissão de luz cinco vezes maior do que os melhores OLEDs demonstrados até agora.

Embora ainda estejam no estágio inicial de desenvolvimento, os cálculos dos pesquisadores dão conta de que os COLEDs poderão ser duas vezes mais eficientes do que as atuais lâmpadas fluorescentes compactas, ou PL. Mesmo superando largamente as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas PL têm encontrado restrições devido ao vapor de mercúrio contido em seu interior.

O novo COLED alcançou uma emissão de 30 lúmens por watt de energia consumida ao emitir luz azul, mais do que qualquer outro OLED já construído até hoje.

Para a luz verde, os pesquisadores alcançaram 80 lúmens por watt, cerca de três vezes mais do que um OLED tradicional.

Para produzir a luz branca necessária para a iluminação tradicional, é necessário mesclar as estruturas emissoras nas cores vermelha, verde e azul. Como o azul é o mais problemático de todos, os pesquisadores acreditam que estão no caminho certo com o seu COLED azul de 30 lúmens.

O próximo passo é justamente juntar as três fontes de luz para gerar um COLED capaz de emitir luz branca. Os pesquisadores afirmaram que esperam ter o produto pronto para uso até o ano que vem.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Antenas inteligentes prometem nova geração de TVs digitais.

Antenas inteligentes, bem como o uso de uma técnica chamada equalização adaptativa, poderão ser utilizadas para as transmissões de telefonia celular e TV digital, trazendo uma melhor qualidade de recepção e uma maior taxa de transferência de dados mais elevada.

Esta é a conclusão da pesquisa realizada pelo engenheiro eletricista Marcelo Augusto Costa Fernandes, da Unicamp.

Segundo o pesquisador, os atuais sistemas de comunicação sem fio já estão operando próximas de sua capacidade máxima, e sua expansão vai passar necessariamente pelo uso intensivo de arranjos de antenas inteligentes.

O estudo resultará em melhorias de uso imediato para a recepção dos sinais dos sistemas de comunicação CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) - utilizado na terceira geração de celulares de banda larga - e OFDM (Orthogonal Frequency-Division Multiplexing) - usado na TV digital e em outros sistemas de comunicações.

"A situação atual é apenas a ponta do iceberg, pois até as previsões menos otimistas apontam para um crescimento significativo das comunicações sem fio nos próximos anos. São poucas as pessoas hoje que estão usando transmissão de dados via celular e, seguramente, esse mercado vai explodir," prevê Marcelo.

O mesmo raciocínio, segundo ele, vale para a expansão da TV digital. A situação ganhou tanta importância que o governo federal voltou a bancar projetos nessa área, visando melhorar a recepção dos sinais em ambientes internos e em receptores móveis de alta velocidade.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Realidade aumentada, de truque barato a tecnologia inovadora

Tantas vezes alvo da ficção científica, a realidade aumentada parece estar agora em todo lugar. Mas será que o que nos mostram é mesmo RA?

A realidade aumentada, que tantas vezes foi alvo da ficção científica, está aqui, ali e em todo lugar. Uma busca no Google News traz cerca de 700 artigos recentes sobre a tecnologia e as empresas que dizem oferecê-la.

O que é realidade aumentada? Em poucas palavras, ela trata da inserção de conteúdo gerado pelo usuário em nosso campo de visão – uma combinação capaz de nos contar mais do que vemos.

Em algum momento no futuro, poderemos ter parabrisas, máscaras de mergulho e até óculos capazes de nos dar informações sobre o que vemos.

Por exemplo, um parabrisas com um sistema de realidade aumentada poderia reconhecer prédios e identificá-los para nós no próprio parabrisa, fornecendo indicações de direção passo a passo, informações de sinais de trânsito e alertas sobre situações de perigo adiante.

Óculos poderiam usar uma câmera embutida na armação, cuja imagem fosse visível apenas a nós, para identificar pessoas, informar seus nomes e dizer quando foi que os encontramos pela última vez.

Lembra-se da “visão de Exterminador”? Os filmes da série “O Exterminador do Futuro” mostrava o mundo a partir da perspectiva do robô interpretado por Arnold Schwarzenegger. Veículos, pessoas e objetos eram identificados instantaneamente dentro de seu ângulo de visão. Havia também análises: o robô calculava as probabilidades, como ameaças e baixas, em tempo real, e mostrava a informação sobre aquilo que estava olhando.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

TV Digital: Consórcio tem interesse em fabricar conversor barato

A iniciativa do governo de incluir o Fórum SBTVD nas discussões sobre a produção de conversores para TV Digital, interativos, e com preço final para o consumidor abaixo dos 200 reais, já rende bons frutos. Hoje, o assessor especial da Presidência da República para a Área de Políticas Públicas em Comunicação, André Barbosa, anunciou que, no próximo dia 20, receberá de um consórcio de empresas brasileiras a proposta para produção de cinco milhões de conversores da TV digital já com o Ginga embarcado.

“Depois que fiz a exposição no Fórum, fui surpreendido pela iniciativa de pequenas e médias empresas, produtoras de conversores, de montar um consórcio para terem escala e, assim, conseguirem melhores condições para captação de recursos no BNDES, compra de componentes e licenciamento da implementação do middleware, na sua versão padrão”, afirma André Barbosa.

A partir da análise das planilhas de custos desse consórcio, o governo decidirá os incentivos iniciais que poderão ser dados ao programa. De antemão, está descartada a possibilidade de subsidiar todo o equipamento. “Não vamos fazer como a Argentina, que exerceu o poder de compra do governo para alavancar a indústria. O que nós queremos é criar condições para que o mercado cresça de forma sustentável, através da criação de políticas industriais”, diz o assessor.

Segundo ele, o que o governo quer fazer é política pública através da TV Digital e da banda larga. “São dois projetos que se somam lá na frente, para tirar proveito do poder interativo da internet e da simultaneidade da TV”, afirma.

Fonte: IDG Now!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Projeto do MIT quer ampliar em até 1000 vezes velocidade da web

Pesquisadores do MIT (Massachussetts Institute of Technology) anunciaram o desenvolvimento de um projeto voltado a acelerar o tráfego de dados na internet de 100 a 1000 vezes. Junto com essa perspectiva vem a possibilidade de permitir o acesso de banda larga a preços bem mais baratos.

Professor de ciência da computação e de engenharia elétrica no MIT, Vincent Chan lidera a equipe de pesquisas e aponta para o gargalo nessa transformação: os roteadores, responsáveis pelo encaminhamento do tráfego na Internet. Para Chan, a solução é substituir os sinais elétricos dentro dos equipamentos por sinais óticos. Isso, além de acelerar a transmissão de dados, reduz drasticamente o consumo de energia.

Sobre o projeto do MIT, o professor esclarece: “Hoje em dia, quem sofre para baixar 100MB de dados da internet poderia, com a mão nas costas, transferir 10GB”.

Ainda de acordo com Chan, o mercado está à beira de um grande gargalo na internet, provocado por computadores cada vez mais robustos, aumento no número de downloads e aplicativos cada vez mais robustos. “Acho que a internet estará lenta demais daqui a três ou cinco anos”, projeta o professor.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tecnologia Blu-ray terá disco de 128 GB

Capacidade é mais que o dobro da atual, de 50 GB; mídia será voltada a backups e vídeo HD.
A Blu-ray Disk Association anunciou na quarta-feira (30/6) que deixará de priorizar a distribuição de filmes e concentrará seus esforços no mercado de backup (cópias de segurança) e na gravação de conteúdo em alta definição.

O primeiro sinal da nova proposta foi o lançamento, na semana passada, de um novo disco chamado BDXL, com capacidade para até 128 gigabytes – antes, o máximo era 50 gigabytes. O novo formato utiliza mais camadas de armazenamento a fim de aumentar o espaço disponível para gravar dados, afirmou Andy Parson, do comitê de promoção da associação.

Segundo o executivo, a intenção é de satisfazer o mercado corporativo e de entretenimento. O BDXL poderá ser usado em aparelhos que gravam conteúdos televisivos de alta definição e, para as empresas, para arquivar informações relevantes e confidenciais, de imagens a vídeos.

A má notícia é que o formato não será compatível com os aparelhos atuais. Por mais que milhões de tocadores de discos Blu-ray tenham sido vendidos, possivelmente, novos terão que ser comprados.

No entanto, o antigo disco de 50 gigabytes deve ser suficiente para a maioria dos filmes em alta definição, mesmo os em 3D, diz Parson. Ele insiste que o BDXL é direcionado principalmente a empresas que precisam de maior confiabilidade, já que, enquanto discos rígidos são passíveis de erro, o novo Blu-ray é capaz de preservar os dados por décadas.

Não há uma previsão de quando o novo formato terá hardwares compatíveis nas lojas, mas a associação acredita que mesmo notebooks estarão aptos a suportá-lo em breve.