sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MOTO ELÉTRICA ACELERA ATÉ 241 km/h

A Mission Motors, marca especializada em modelos elétricos, apresentou nesta quinta-feira, 5, no TED, conferência de tecnologia e design dos Estados Unidos, a motocicleta mais rápida do mundo com motor elétrico: a Mission One.
Desenvolvida pelo famoso designer Yves Behar, o ‘brinquedinho’ precisa de 2 horas de recarga em 240V ou 8h em 120V para funcionar. Segundo a fabricante, o protótipo tem autonomia de 240 quilômetros com uma carga em sua bateria de íon-lítio e pode chegar até 241 km/h.
Mas será que a moto funciona mesmo? Para tirar dúvidas sobre a veracidade das informações, a Mission Motors já inscreveu o veículo no Gran Prix Extreme, que acontece em junho, onde a máquina terá seu tempo de pista cronometrado.
A previsão é que a Mission One chegue ao mercado no ano que vem por US$ 68,995 (cerca de R$ 158,7 mil).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

NOVOS TELEVISORES

Processo, logo exibo

Os televisores antigos tinham filtros e controles de contraste e brilho que agiam sobre toda a tela. Os novos controlam um a um os pontos de luz que formam as imagens .

Em menos de uma década, os televisores passaram por um processo de evolução que beira a revolução. A mudança começou pelo design. As tecnologias de plasma e cristal líquido (LCD, na sigla em inglês) promoveram uma lipoaspiração radical nesses aparelhos e aposentaram os volumosos tubos de raios catódicos. Surgiram as telas fininhas. Nos últimos dois anos, a chamada alta definição (high definition) ampliou a fidelidade e a beleza desses painéis. Agora, uma nova guinada está em curso, o processamento de imagens em tempo real. O aumento da capacidade de armazenamento e de processamento dos chips de imagem dos novos televisores não tem paralelo. Se os automóveis de passeio tivessem passado pelo mesmo processo evolutivo dos televisores, eles teriam, em dez anos, se tornado carros de Fórmula 1 em potência, velocidade, segurança, tecnologia embarcada – mas não no preço.

Os novos aparelhos de TV dispõem de circuitos que processam o sinal digital a uma velocidade tal que as imagens podem ser melhoradas logo depois de captadas pelo cabo ou pelo ar. Assim, variáveis como a transição entre cores, a nitidez das figuras e o contraste – a escala de tons de cinza existentes entre o preto e o branco – podem ser ajustadas antes de ser exibidas a quem assiste. Sua TV antiga também tem esses controles? Sim, mas esses ajustes são feitos sobre toda a extensão da tela. Aqui se fala de processamento de cada ponto da imagem – e até da geração de um ponto intermediário virtual entre dois reais para aumentar a nitidez. Para isso, é preciso dobrar a velocidade de processamento e de renovação da imagem na tela. Esse recurso é muito útil, por exemplo, para aumentar a nitidez de cenas que cruzam a tela em alta velocidade.
Em geral, a função dos chips e softwares usados nos televisores é aprimorar a imagem em tempo real, independentemente da qualidade do sinal recebido. Assim, ainda que a transmissão seja mediana, a principal tarefa desses dispositivos eletrônicos é exibir cenas perfeitas – na maioria dos casos, em alta definição. Isso já ocorre de maneira incipiente, mas os avanços nesse campo são rápidos e ininterruptos. A Toshiba, por exemplo, anunciou que lançará em 2009 uma televisão equipada com o Cell, o poderosíssimo chip do game PlayStation 3. Apresentado no início do ano em uma feira em Las Vegas, um protótipo desse equipamento deu uma mostra de força ao reproduzir 48 vídeos simultaneamente, cada um deles identificado por meio de um ícone na tela. Tal demonstração foi feita para oferecer uma idéia do volume de dados que um televisor pode exibir ao mesmo tempo, aprimorando a imagem em cada um deles, com o auxílio de um processador poderoso. E essa é somente uma entre as várias estripulias técnicas possíveis a partir da união entre chips e TVs.

Além do uso de recursos de computação, amplia-se a conectividade desses aparelhos. Um padrão identificado pela sigla DLNA (Digital Living Network Alliance), que reúne 250 marcas, foi criado para integrar televisores, computadores, câmeras e filmadoras numa única rede. Com o sistema, um celular poderá passar uma foto diretamente para a TV. Alguns aparelhos começam a empregar essa tecnologia, mas, por enquanto, nem todas as marcas de eletrônicos aderiram ao padrão. Assim, a troca de informações entre eletrônicos de espécie variada ainda é embrionária.
Entre os televisores que estão nas lojas brasileiras, uma novidade não menos que insólita foi apresentada no segundo semestre deste ano pela marca dinamarquesa Bang & Olufsen. A empresa, conhecida pelo requinte na associação entre design e alta tecnologia, lançou uma TV com um braço robótico. Ele fica escondido sob a moldura superior do aparelho e carrega na ponta uma câmera. Acionado, o mecanismo afere a luminosidade dos pixels do painel. Se constatar algum problema, faz uma calibragem automática. Paralelamente, um sensor instalado no topo do aparelho regula a televisão de acordo com a intensidade da luz do ambiente. Como se vê, por mais intensa que tenha sido a metamorfose das TVs até aqui, ela apenas começou. (Fonte --- Veja)

NOVOS PROCESSADORES

NÃO SE ASSUSTE. É SÓ UM CHIP

O Nehalem vai equipar grande parte da próxima geração de computadores. Em 2,6 centímetros quadrados, abriga 731 milhões de transistores e muda a arquitetura tradicional desses dispositivos.

O chip dos computadores é uma das mais incríveis obras da engenharia moderna. Trata-se de uma pecinha minúscula, mas que comanda todas as operações realizadas em desktops e notebooks. Novas gerações desses dispositivos surgem a cada dois anos com um desafio admirável: têm de ser mais rápidas e consumir menos energia que as antecessoras. Muitas vezes, os técnicos tentam alcançar esses objetivos alterando a arquitetura interna dos processadores. Lançado em novembro, o Nehalem, da Intel, é o mais novo exemplo da engenhosidade humana aplicada a esse campo. Os chips mais antigos buscavam informações em diversas partes do computador, como na memória ou nas placas de vídeo (responsáveis pelo processamento de imagens). Já o Nehalem, cujo nome comercial é Core i7, integra os circuitos de memória e até de vídeo no próprio processador. Assim, traz para perto os destinos mais freqüentes de suas instruções. Com isso, reduz a distância percorrida para buscar uma informação e evita o uso de intermediários para conduzir suas solicitações. Pode ser 40% mais rápido que a geração anterior de processadores. O projeto também é modular. Ele tem partes que funcionam como um Lego – é possível ampliá-lo com peças encaixadas no corpo principal. Isso permite que tenha versões com dois, quatro ou oito núcleos (os cérebros dos chips).
(Fonte --Veja).

sábado, 9 de agosto de 2008

Ginga: A escolha do Brasil para a TV Digital

O Middleware foi criado de acordo com a realidade do país.
Ginga é a camada de software intermediário, ou middleware, que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso, as chamadas set-top boxes. É o resultado de anos de pesquisas lideradas pela PUC-Rio em parceria com a Universidade Federal da Paraíba e reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do país.
site: http://www.ginga.org.br/

terça-feira, 22 de julho de 2008

TV DIGITAL - Agora temos conversores a partir de R$ 199,00. Vale?

Finalmente! Para aqueles que não estavam dispostos a fazer um rombo no bolso para assistir à TV digital, eis que surge na tela uma opção boa e barata. A Proview, fabricante de eletrônicos de Taiwan, lançou na semana passada três modelos de conversores com preços bem mais acessíveis – o mais barato custará R$ 199, e o mais sofisticado sairá por R$ 299.O Link testou com exclusividade o modelo XPS-1000 (o mais caro), nas lojas a partir de hoje. O aparelho surpreende pela eficiência e qualidade de recepção de sinal, além de vários outros detalhes que o tornam uma boa opção para quem pretende dar uma chance à TV digital.Nada de design sofisticado ou adereços que o façam parecer uma engenhoca futurista. O conversor de 1,2 kg é o mais simples possível esteticamente. Ele já vem acompanhado de uma pequena antena UHF, que resolve na maior parte dos casos, mas, se for necessário, pode-se usar uma antena mais potente. Nos testes feitos na redação do Estado, na zona norte de São Paulo, a anteninha do próprio conversor foi suficiente para captar um bom sinal.E a imagem é surpreendente. Testamos o aparelho em uma televisão LCD de alta definição (HDMI 1080i) e não nos frustramos. O aparelho levou cerca de 40 segundos para reconhecer 18 canais – tanto com transmissão digital quanto analógica. A quantidade de canais varia de região para região nas cidades onde o sinal digital está disponível (São Paulo, Rio e Belo Horizonte).Mesmo se você ainda não tem uma televisão de última geração, pode valer a pena investir na compra do conversor porque, em locais onde a recepção da TV aberta é ruim, a imagem do sinal digital é consideravelmente melhor.O XPS-1000 tem saída analógica de vídeo composto, compatível com a maioria dos televisores. Tem também saída analógica de alta definição (vídeo componente), intermediária entre o vídeo composto e o HDMI. O conversor conta ainda com saídas de áudio coaxial 5.1 e áudio óptico 5.1 – ou seja, funciona com sistemas de home theater.Com um menu simples, composto de quatro divisões principais (Canais, Aplicativos, Configuração e Sistema), é só ligar os cabos que acompanham o conversor e selecionar a opção a que eles estão conectados na TV (por exemplo, se ele estiver ligado na entrada HDMI da televisão, essa deve ser a opção escolhida). O aparelho faz então uma busca de canais e apresenta uma tabela com aqueles reconhecidos. Todas as interfaces são semitransparentes, o que permite assistir à TV enquanto são alteradas as configurações.
Fonte Estadão.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

TV DIGITAL – Um pouco sobre o padrão ISDB-T (Brasileiro)

Em 29 de julho de 2006, o Brasil escolheu oficialmente o ISDB-T com padrão de transmissão para a televisão de alta definição (HDTV), no entanto, como padrão de compressão do áudio e do vídeo o MPEG-4.
Para os serviços FIXO e MÓVEL, são adotados:
Para compressão de vídeo: padrão: H.264 ou MPEG-4 AVC; perfil e nível: HP@L4.0; formatos de vídeo: 480, 720 e 1080; taxa de quadros: 25, 30, 50 e 60 Hz.
Para compressão de áudio: padrão: MPEG-4 AAC; perfís e níveis: AAC@L4 e HE-AAC@L4; ferramenta de High Efficency: SBR; números de canais: 5.1 canais (sem SBR) e estéreo (com SBR); taxa de amostragem: até 48 kHz.
Para os serviços PORTÁTEIS, são adotados:
Para compressão de vídeo: padrão: H.264 ou MPEG-4 AVC; perfil e nível: BP@L1.3; formatos de vídeo: QVGA (4:3 e 16:9), SQVGA (4:3 e 16:9) e CIF; taxa de quadros: 5, 10, 12, 15, 24 e 60 Hz.
Para compressão de áudio: padrão: MPEG-4 AAC; perfís e níveis: HE-AAC@L3; ferramenta de High Efficency: SBR + PS; números de canais: 2 canais estéreo; taxa de amostragem: até 48 kHz.
Além da transmissão de áudio e vídeo, o padrão ISDB oferece ainda transmissão de dados, especificado pela norma ARIB STD B-24, através de um canal de retorno que pode ser sobre diversos meios como: 10 Base-T/100 Base-T, linha telefônica fixa ou móvel, LAN Wireless (IEEE-802.11), etc. Este canal pode ser usado para interatividade entre usuário e provedor ou transmissão de EPG (Electronic Program Guides) além de diversos outros serviços.
No Brasil está sendo desenvolvido o GINGA, tecnologia adotada para interatividade, que seguirá as normas ARIB, porém trará diversas melhorias.

sábado, 17 de maio de 2008

TV DIGITAL - Um pouco sobre o Padrão ISDB (japonês)

O padrão ISDB (Integrated Services Digital Broadcasting) foi criado no Japão pelo consórcio DiBEG (Digital Broadcasting Experts group), contando principalmente com o suporte da emissora pública japonesa NHK. Como no DVB, a camada de transmissão do ISDB é baseada em modulação COFDM. O ISDB utiliza, para a codificação do sinal-fonte de vídeo e multiplexação, o padrão MPEG-2. Para a codificação de sinal-fonte de áudio, o padrão adotado é a variante MPEG-2: AAC (Advanced Áudio Coding). Para a radiodifusão terrestre, o padrão ISDB-T utiliza, como no DVB-T, o sistema COFDM. Como no DVB, o ISDB é um sistema com parâmetros configuráveis (pela emissora), permitindo obter diferentes níveis de robustez com as respectivas capacidades de transporte.
O ISDB apresenta três modos de operação, ou seja, de número de portadoras, conhecidos como 2k (que utiliza 1405 portadoras), 4k (2809 portadoras) e 8k (5617 portadoras). Em comparação ao DVB, existe um modo intermediário chamado 4k. Além disso, comparando-se os dois padrões pode-se verificar que os valores para os modos 2k e 8k são ligeiramente diferentes. O número de portadoras no ISDB é ligeiramente inferior, o mesmo ocorrendo com o comprimento do símbolo. Por outro lado, o ISDB utiliza um clock mais rápido (8,127 MHz versus 6,857 MHz do DVB em 6 MHz).
A estrutura de funcionamento do ISDB é muito semelhante ao DVB, com algumas pequenas diferenças. A primeira diferença ocorre no embaralhamento interno. No DVB, o único embaralhamento efetuado é o de freqüências, ou seja, as portadoras utilizadas para cada trecho de um bloco de informação são permutadas segundo um padrão pseudo-aleatório. Como comentado anteriormente, isso confere uma maior imunidade a interferências localizadas em uma freqüência específica. O ISDB utiliza adicionalmente um segundo embaralhamento, a transposição temporal, ou seja, grupos de bits têm a sua posição temporal permutada segundo uma dada seqüência. As demais diferenças entre o DVB e o ISDB decorrem do fato deste último adotar um mecanismo diferente, a segmentação de bandas.
O ISDB, como o próprio nome indica, é uma plataforma concebida para múltiplas aplicações, e não apenas para o serviço de televisão. Tendo em vista tal princípio, nessa tecnologia, as portadoras são agrupadas em 13 segmentos, denominados de Data Segment. Em tese, um canal de 6 MHz poderia ser dividido entre 13 serviços ou emissoras diferentes, embora, como será mostrado mais adiante, para o serviço de televisão, os segmentos são agrupados em “camadas”, podendo-se ter no máximo três camadas. Em um sistema de 6 MHz, cada segmento tem uma largura de 429 kHz (6/14 MHz), e pode ter os seus próprios parâmetros de transmissão, tais como a relação de código convolucional (FEC) e intervalo de guarda. Os segmentos são numerados de 0 a 12. Para o serviço de televisão, todos os segmentos são utilizados.
O ISDB utiliza, tal como o DVB, sinais piloto e de controle, porém com uma distribuição diferente. Ao contrário do DVB, o ISDB utiliza apenas 13 pilotos contínuos, um para cada segmento. Quanto aos pilotos espalhados, a quantidade e o padrão de espalhamento são idênticos ao DVB. Finalmente, o ISDB reserva algumas portadoras para a finalidade de “canal auxiliar” – ou seja, para uso genérico de transporte de dados. Além da configuração de transmissão convencional, o ISDB admite duas outras formas de utilização: a relação faixa larga x faixa estreita e o modo hierárquico.
Tal como o DVB, o ISDB-T admite a transmissão hierárquica, ou seja, que parte dos sinais sejam transmitidos com um grau de robustez maior que o restante do sinal. No caso do ISDB-T, os sinais podem ser agrupados em três diferentes níveis (chamados de “camadas”) de robustez. Essas camadas podem ser utilizadas para transportar diferentes trechos de informação do mesmo programa, ou programas totalmente diferentes. Dentro de cada camada, os diferentes segmentos adotam os mesmos parâmetros de transmissão.